Rede de sementes movimenta quase R$ 1 milhão e fortalece restauração ambiental na bacia do Taquari

Com apoio do Instituto Taquari Vivo, o recurso foi destinado aos coletores, beneficiando comunidades distribuídas no estado de Mato Grosso do Sul

04/02/2026 às 13:02 atualizado por Redação - SBA
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Com a finalidade de restaurar a bacia do Taquari, o Instituto Taquari Vivo mobilizou R$ 921 mil na aquisição de sementes nativas, coletadas por comunidades locais, entre quilombolas, assentadas e indígenas. Ao todo o projeto Rede de Sementes Flor do Cerrado envolveu 449 coletores, reforçando o protagonismo das comunidades tradicionais na conservação dos biomas. 

O projeto viabilizou a compra e venda de 16 toneladas de sementes nativas, reunindo 148 espécies diferentes, utilizadas em ações de recuperação ambiental em áreas estratégicas da bacia do Rio Taquari. Os recursos chegaram a mais de 10 comunidades, entre indígenas, quilombolas e assentamentos rurais, promovendo inclusão social, valorização do conhecimento tradicional e desenvolvimento sustentável.

“Quando falamos em restauração ambiental, estamos falando também de pessoas. Garantir renda, respeito e dignidade aos coletores é tão importante quanto recuperar áreas degradadas. A cadeia da restauração deve se estruturar com a inclusão efetiva de quem vive do território e cuida dele”, destaca o diretor-executivo do Instituto Taquari Vivo, Renato Roscoe.

O projeto se consolida como um modelo que conecta restauração ecológica, economia da sociobiodiversidade e fortalecimento comunitário. Para os coletores, o projeto representa geração de renda, capacitação e reconhecimento do papel fundamental que exercem na preservação dos ecossistemas.

Restauração que começa no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari

Um dos marcos de 2025 foi a implantação de um plantio de 40 hectares no Núcleo São Thomaz, localizado dentro do Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, entre os municípios de Costa Rica e Alcinópolis (MS). A ação utilizou 4 toneladas de sementes nativas e representa o início de um ambicioso processo de restauração que deve alcançar aproximadamente 378 hectares nos próximos anos.

A recuperação dessa área é estratégica para a saúde da bacia do Rio Taquari, contribuindo para a proteção das nascentes, a redução de processos erosivos e a melhoria da qualidade da água, impactos que reverberam diretamente no Pantanal, um dos biomas mais importantes do planeta.
Além do ITV, a Associação para a Recuperação, Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba (ARCP) também apoia na estruturação da Rede. A rede também teve apoio da WWF Brasil nos últimos 3 anos. 

 

Informações: Assessoria AgroAgência