ABCZ fortalece defesa do produtor rural em Brasília
Somente no IPA, entidade conta com representações em 14 conselhos e comissões, mantendo um canal de comunicação constante em suporte da FPA

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) tem ampliado de forma estratégica sua presença em Brasília (DF), reforçando o compromisso com a defesa do produtor rural e com o fortalecimento da pecuária zebuína brasileira. A entidade atua de maneira técnica e articulada para viabilizar políticas públicas que garantam segurança jurídica e desenvolvimento sustentável ao setor, particularmente por meio de representações em órgãos como o IPA (Instituto Pensar Agropecuária).
A atuação institucional da ABCZ na capital federal vai além do acompanhamento pontual de pautas. Trata-se de um trabalho estruturado, que envolve participação ativa em fóruns estratégicos, interlocução constante com parlamentares e monitoramento legislativo contínuo, sempre com o objetivo de defender os interesses do criador, desde a formulação das propostas até a consolidação das normas.
Um dos principais pilares dessa presença é a articulação junto ao IPA, entidade que congrega as principais instituições representativas do setor produtivo e que atua como suporte técnico da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a maior bancada do Congresso Nacional.
Jorge Pires de Miranda, diretor da ABCZ e responsável pelo relacionamento direto da entidade com o instituto, destaca a relevância desse espaço de articulação.
“Agradeço muito a confiança do presidente Arnaldo Manuel ao me escalar para essa missão. O cenário nacional deixa claro que a carne brasileira não fica atrás de nenhum país, despontando em qualidade em nível global. Evoluímos muito da porteira para dentro, mas ainda precisamos avançar da porteira para fora. Questões como legislação trabalhista e ambiente regulatório exigem que tenhamos voz ativa. A ABCZ começou a ocupar esse espaço para defender o criador também nesse sentido”, explica.
Segundo ele, o momento exige atenção redobrada. “Estamos atravessando um período desafiador. Há discussões importantes sobre mudanças trabalhistas, como o fim da escala 6x1, além de pautas sensíveis relacionadas à segurança no campo. Precisamos estar presentes para garantir que as decisões considerem a realidade do produtor.”
Entre os temas acompanhados de perto estão, ainda, as discussões sobre o marco temporal e novas demarcações de terras, além da implementação da nova legislação fiscal. “É uma queda de braço constante. Muitas propriedades ativas há 50 ou 100 anos podem ser impactadas por novas interpretações. A ABCZ está atenta e atuante para defender o direito de propriedade e a segurança jurídica no campo”, reforça Pires.
No IPA, a ABCZ mantém representação no Conselho Fiscal, no Conselho Deliberativo e no Conselho Jurídico, além de integrar as comissões de Relações Internacionais, Ambiental, Infraestrutura e Logística, Trabalhista, Defesa Agropecuária, Política Agrícola, Direito de Propriedade, Tributária, Alimentação e Saúde, Conectividade Rural e Bioenergia.
Essa presença ampla assegura que a entidade participe dos debates mais relevantes para o presente e o futuro da pecuária nacional, contribuindo tecnicamente com propostas e análises que impactam diretamente o dia a dia do criador.
Membro titular da Comissão Tributária do IPA, o advogado Eduardo Diamantino também tem forte atuação em Brasília, ressaltando a importância desse trabalho antecipado:
“Defender o cidadão diante do Poder Público é uma missão que me inspira. Representar a ABCZ é contribuir para que a entidade esteja presente nos debates que definem o ambiente regulatório da pecuária nacional. Quando a ABCZ participa ativamente dessas discussões, ela não apenas protege os interesses dos criadores, mas contribui para o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva”, aponta.
Diamantino destaca que a defesa da classe começa antes mesmo da publicação da lei. “Atuar no processo legislativo faz toda a diferença. As conquistas reais surgem quando acompanhamos tecnicamente cada etapa. Um exemplo foi a Reforma Tributária. Ao incluirmos o Zebu como insumo agrícola, conseguimos um diferimento que fortalece a atividade e gera segurança para o produtor”, conclui.
Informações: ABCZ



