Abiec: suspensão de frigorífico pela China é preventiva; carga foi descartada
País suspendeu as importações de carne bovina e derivados do frigorífico Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes e Derivados Ltda. (SIF 1206), pertencente ao grupo Frigosul (SulBeef), em Várzea Grande (MT)
São Paulo, 16 – A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou, em nota, que a suspensão de uma unidade frigorífica brasileira pelas autoridades sanitárias da China tem caráter “temporário e preventivo” e ocorre para viabilizar a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção de medidas corretivas.
A China suspendeu as importações de carne bovina e derivados do frigorífico Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes e Derivados Ltda. (SIF 1206), pertencente ao grupo Frigosul (SulBeef), em Várzea Grande (MT). A unidade foi desabilitada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC).
O motivo da suspensão foi a detecção de uma substância proibida na China, o acetato de medroxiprogesterona, em um lote de carne bovina congelada desossada exportado pela unidade. O composto é utilizado como medicamento veterinário.
Em nota, a entidade disse que acompanha o caso “em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)”, após a “detecção de uma substância utilizada no manejo do rebanho”. “A carga já foi devidamente descartada, a pedido das autoridades chinesas, conforme os protocolos sanitários”, disse a Abiec na nota.
A associação destacou que o Brasil tem “um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos e reconhecidos internacionalmente, com monitoramento contínuo ao longo de toda a cadeia produtiva e atuação permanente do Serviço de Inspeção Federal (SIF)”.
De acordo com a entidade, a medida adotada pela China busca “permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências necessárias, conforme os protocolos sanitários estabelecidos pelas autoridades competentes”. A Abiec acrescentou que o tema continua em discussão “no âmbito técnico entre as autoridades brasileiras e chinesas, com vistas à rápida normalização da situação”.
A associação também ressaltou que “os demais estabelecimentos habilitados seguem operando normalmente”, garantindo a continuidade do fluxo das exportações de carne bovina brasileira ao mercado chinês.



