Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 62,2 milhões de toneladas

A entidade elevou de 47,4 milhões para 47,9 milhões de toneladas a estimativa de produção de farelo, aumento de 1,1%, e de 12,35 milhões para 12,5 milhões de toneladas a de óleo de soja

16/04/2026 às 15:17 atualizado por Gabriel Azevedo - Estadão
Siga-nos no Google News

São Paulo, 16 - A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou de 61,5 milhões para 62,2 milhões de toneladas a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026, alta de 1,1% em relação à estimativa divulgada em março. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no País e avanço de 6,0% ante as 58,698 milhões de toneladas consolidadas em 2025.

A revisão nos números de processamento foi acompanhada pelo aumento na produção de derivados. A entidade elevou de 47,4 milhões para 47,9 milhões de toneladas a estimativa de produção de farelo, aumento de 1,1%, e de 12,35 milhões para 12,5 milhões de toneladas a de óleo de soja, alta de 1,2%. A projeção para a safra total de soja foi mantida em 177,847 milhões de toneladas, volume 3,7% superior aos 171,481 milhões de toneladas colhidos no ciclo anterior.

Nas exportações, a Abiove ajustou de 111,5 milhões para 113,6 milhões de toneladas a projeção de embarques de soja em grão neste ano, alta de 1,9% ante o relatório anterior e 5,0% acima das 108,181 milhões de toneladas exportadas em 2025. As vendas externas de farelo seguiram estimadas em 24,6 milhões de toneladas, enquanto as de óleo foram revistas de 1,5 milhão para 1,55 milhão de toneladas, avanço de 3,3% sobre o levantamento de março. "O ajuste positivo nas expectativas de processamento evidencia a resiliência do setor frente à safra recorde. A conversão da matéria-prima em produtos de maior valor agregado fortalece os pilares da matriz energética e do suprimento alimentar brasileiro", afirmou o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, em nota.

Do lado da oferta, a projeção de importação de soja subiu de 800 mil para 900 mil toneladas, alta de 12,5%. As importações de óleo e farelo foram mantidas em 125 mil e 1 mil toneladas, respectivamente. O consumo interno de farelo foi revisto de 20,3 milhões para 20,6 milhões de toneladas (+1,5%), enquanto o de óleo passou de 10,8 milhões para 10,9 milhões de toneladas (+0,9%).

Nos estoques, a Abiove manteve a estimativa de estoque inicial de soja em 6,815 milhões de toneladas, mas reduziu drasticamente o estoque final de 9,462 milhões para 6,762 milhões de toneladas, queda de 28,5% em virtude do maior volume exportado e processado. No farelo, o estoque final foi elevado de 4,596 milhões para 4,796 milhões de toneladas (+4,4%), enquanto no óleo o estoque final foi mantido em 836 mil toneladas.