Abitrigo: conflito no Irã e novas alíquotas de PIS/Cofins pressionam moinhos
Segundo a Abitrigo, o cenário ainda é afetado pela alta das cotações do trigo no mercado nacional e internacional

São Paulo, 27 – A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) afirmou, em nota, que o agravamento do conflito no Irã e a situação econômica global estão influenciando os custos da moagem no Brasil. “Os desdobramentos da guerra elevaram os preços do petróleo, do diesel e dos fretes internos e externos”, disse a entidade.
Segundo a Abitrigo, o cenário ainda é afetado pela alta das cotações do trigo no mercado nacional e internacional. “Somam-se a isso o aumento nos preços de insumos, embalagens e seguros internacionais, o que pressiona a indústria moageira e gera riscos para a cadeia produtiva e para o preço da farinha”, afirmou.
Fatores internos também atrapalham o ambiente de negócios. A Abitrigo cita a criação de alíquotas de PIS/Cofins sobre o trigo importado e a redução de benefícios fiscais. “Essas mudanças elevaram a carga tributária sobre a farinha de trigo, restringindo a capacidade das empresas de absorver a alta dos custos”, explicou a entidade.
Para mitigar os efeitos sobre o consumidor, a Abitrigo explica que os moinhos adotam estratégias de otimização de estoques e diversificação de origens do cereal. “Empresas também revisam rotas logísticas, buscam eficiência operacional e utilizam instrumentos de gestão de risco de preços.”
No comunicado, o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, disse que a entidade mantém diálogo com autoridades para defender medidas de competitividade e segurança do abastecimento. “Nosso compromisso é garantir a estabilidade do abastecimento de farinha de trigo, produto essencial na mesa dos brasileiros, mesmo em um ambiente de forte instabilidade global”, afirmou Barbosa.



