ApexBrasil Critica Tarifaço dos EUA e Busca Isenção para Mais Produtos

Nova sobretaxa de 25% afeta US$ 7,2 bilhões em vendas brasileiras; São Paulo e Santa Catarina são os estados mais prejudicados

17/07/2026 às 11:47 atualizado por Redação - SBA
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O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, criticou fortemente a decisão dos Estados Unidos de sobretaxar produtos brasileiros. Ele classificou a medida de 25% como um "absurdo comercial" sem qualquer lógica para o mercado internacional. Ao todo, a barreira financeira deve atingir US$ 7,2 bilhões em vendas para o mercado americano, de um total de US$ 38 bilhões exportados.

Müller explicou que o impacto será sentido de forma diferente pelo país:

  • São Paulo: É o estado mais afetado em valores absolutos. Cerca de 20% de suas exportações para os EUA sofrerão a taxação, gerando um prejuízo estimado em US$ 3 bilhões.

  • Santa Catarina: É o mais atingido proporcionalmente, com 65% de suas vendas externas afetadas pela nova regra.

Apesar do cenário difícil, uma força-tarefa composta por empresas brasileiras e americanas conseguiu salvar diversos setores importantes do imposto extra. Itens essenciais como celulose, petróleo bruto, gás natural, aeronaves civis e peças aeroespaciais entraram na lista de exceções e seguem livres da tarifa. O setor siderúrgico (de aço), no entanto, continua com a antiga alíquota de 50%.

A estratégia da ApexBrasil agora é incentivar o crescimento das vendas dos produtos que conseguiram o perdão aduaneiro, como o mel e os pescados, além de seguir negociando com os norte-americanos para ampliar a lista de isenções.

Fonte: Estadão