Boi gordo reage na segunda metade de março
Oferta restrita e demanda externa sustentam preços, mas custo da reposição segue pressionando pecuarista
Apesar de um março instável influenciado pelas tensões no Oriente Médio, o mercado do boi gordo reagiu na segunda metade do mês. A recuperação foi sustentada pela menor oferta de animais para abate e por uma demanda externa mais aquecida. No mercado interno, o consumo seguiu razoável, mesmo com a queda típica na segunda quinzena. Ainda assim, no acumulado até o dia 20, o indicador do Cepea mostra leve recuo de 0,7% em relação ao fim de fevereiro, quando a arroba atingiu recorde nominal, acima de R$353. Durante março, as incertezas chegaram a pressionar as cotações, que recuaram perto de 2%, mas voltaram a superar os R$350, reduzindo as perdas no mês. Já o bezerro apresentou valorização no período. No ano, o boi gordo acumula alta maior que a reposição, mas o preço do bezerro segue elevado, o que mantém pressionado o poder de compra do pecuarista e acende o alerta para a relação de troca. Sobre esse assunto, Fabiano Reis conversou com o analista de mercado, Hyberville Neto. Acompanhe.



