Bolsas da Europa caem pressionadas por tecnologia, balanços e alta do petróleo
Recuo no setor de chips, dúvidas sobre investimentos em IA e tensões no Oriente Médio azedam o humor dos investidores à espera do BCE
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As principais praças financeiras da Europa operam no campo negativo na manhã desta quinta-feira (23). O movimento de queda é puxado pelo desentusiasmo com papéis do setor de tecnologia, pela cautela no Oriente Médio e pela expectativa em torno da decisão sobre as taxas de juros do Banco Central Europeu (BCE).
O pavor no segmento de tecnologia se intensificou após a gigante americana Alphabet sinalizar fluxo de caixa negativo e projeção de gastos expressivos para o segundo trimestre. A notícia reacendeu incertezas no mercado sobre em quanto tempo os volumosos aportes em inteligência artificial trarão retorno financeiro. No continente europeu, a fabricante de semicondutores STMicroelectronics despencou mais de 13% em Milão ao divulgar estimativas de receita abaixo das projeções.
Mesmo no setor bancário, balanços trimestrais positivos não foram suficientes para sustentar as cotações: BNP Paribas e UniCredit registraram perdas, a despeito de superarem as expectativas de lucro.
Paralelamente, o avanço das disputas entre Estados Unidos e Irã continua no radar, elevando a cotação do petróleo Brent para patamares superiores a US$ 98 por barril. Para completar a agenda do dia, investidores acompanham os desdobramentos da reunião do BCE. Embora a manutenção dos juros seja o cenário mais provável, as atenções voltam-se para as falas da presidente da instituição, Christine Lagarde, em busca de pistas para os próximos passos da política monetária.
Fonte: Estadão



