Brasil bate recorde na exportação de gado em pé em 2025
Embarque de bovinos vivos supera o volume registrado em 2024

Em 2025, o Brasil bateu o recorde de cabeças embarcadas, totalizando 1,05 milhão, volume 4,8% superior ao de 2024, quando foram exportadas 1,0 milhão de cabeças.
Figura 1.
Quantidade de bovinos exportados em 2024 e 2025, em mil cabeças.

Fonte: Comex. Elaboração: Scot Consultoria.
O faturamento acompanhou o crescimento: a exportação de bovinos vivos somou US$1,0 bilhão, aumento de 26,1% em relação a 2024.
Figura 2.
Faturamento com a exportação de bovinos em 2024 e 2025, em milhões de dólares.

Fonte: Comex. Elaboração: Scot Consultoria.
Quais os países importadores?
Em 2025, a Turquia foi o principal destino, respondendo por 32,9% dos embarques, volume 9,4% superior ao adquirido no ano anterior. Em 2024, os turcos ocuparam a segunda posição no ranking de compras; naquele ano, a liderança foi do Iraque, que em 2025 recuou para a quarta colocação, com volume de compra 48,6% menor.
Na sequência, destacou-se o Egito, responsável por 17,7% dos embarques, com crescimento de 13,7% frente a 2024, quando figurava como o terceiro maior comprador.
Em terceiro lugar no ranking dos três principais destinos aparece o Marrocos, com participação de 17,2%. Em 2024, o país ocupava a sexta posição e, em 2025, comprou volume quatro vezes superior ao do ano anterior.


E os estados exportadores?
O Pará é o principal exportador do Brasil, respondendo por 56,9% das vendas, participação 4,5% superior à de 2024, quando embarcou 572,1 mil cabeças.
Na sequência aparece o Rio Grande do Sul, com 24,0% de participação, registrando retração de 2,6% em relação ao volume exportado no ano anterior.
São Paulo respondeu por 7,6% das vendas, em 2025. Em comparação a 2024, o estado quase triplicou o volume exportado; naquele ano, ocupava a quarta posição, com 30,8 mil cabeças embarcadas.

Vias de escoamento utilizadas
As vias de escoamento variam conforme o destino.
O transporte marítimo segue predominante, concentrando 99,9% dos embarques, com avanço de 5,0% em relação a 2024.
As vias rodoviária e aérea também cresceram na comparação anual: o volume transportado por rodovias mais que triplicou, enquanto o modal aéreo dobrou.

Conclusão
Em 2025, o rebanho bovino de entrada do Brasil era de 238,1 milhões de cabeças, segundo o IBGE. A exportação de bovinos vivos representou 0,4% desse total, uma parcela pequena quando comparada ao abate, que respondeu por 18,1% do rebanho, segundo estimativa da Scot Consultoria.
Esses números mostram que o Brasil dispõe de oferta de bovinos, tanto em volume quanto em diversidade de categorias, raças e objetivos. Essa condição garante ao país capacidade de atender diferentes perfis de demanda internacional, mantendo flexibilidade para se ajustar ao mercado interno e externo.
Nesse contexto, a exportação de bovinos vivos funciona como um canal adicional de escoamento da produção. Esse mercado auxilia o produtor, ampliando seu poder de barganha e contribuindo para a estabilidade e competitividade do setor.
Com base nisso, o Brasil tem potencial para ampliar sua participação nesse mercado em 2026.
Informações: Scot Consultoria
Foto: Bela Magrela



