Brasil dobra exportações de gado em pé em abril

No quarto mês de 2026, o país embarcou 144,5 mil bovinos para diferentes destinos internacionais

27/05/2026 às 08:04 atualizado por Redação - SBA
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Em 2025, o Brasil registrou o maior volume de exportações de bovinos, com 1,05 milhão de cabeças embarcadas. Segundo análise da Scot Consultoria, o desempenho continua bom, nos quatro primeiros meses de 2026, o país exportou 448,5 mil cabeças.

 

Figura 1.
Quantidade de bovinos exportados nos últimos 5 anos pelo Brasil, em cabeças.


Fonte: Comex / Elaborado por Scot Consultoria.

*Até abril de 2026.

 

Em abril de 2026, a quantidade foi a maior para o período quando comparado ao desempenho de 2025, cuja exportação havia sido de 65,3 mil cabeças (figura 2), um crescimento de 121,12%. 

 

Figura 2.
Cabeças de bovinos exportados pelo Brasil em abril (2025 e 2026).


Fonte: Comex / Elaborado por Scot Consultoria.

 

Neste período, o Pará liderou os embarques (figura 3), respondendo por 61,6% do total, o equivalente a 89,1 mil cabeças a um preço médio de US$1.154,78 por animal. Na sequência, o Rio Grande do Sul ocupou a segunda posição, com 30,9 mil cabeças externalizadas e o maior preço médio unitário entre os estados com origem declarada, de US$1.363,55. São Paulo ficou na terceira posição, com 24,3 mil cabeças embarcadas pelo Porto de São Sebastião a um preço médio de US$1.139,84 (16,8%). Roraima e Minas Gerais contribuíram com volumes marginais, de 98 e 96 cabeças, respectivamente.

 

Figura 3.
Principais estados exportadores de gado vivo, em abril.


Fonte: Comex / Elaborado por Scot Consultoria.

 

A Turquia (figura 4), foi o principal destino ao absorver 38,0% do gado exportado. Foram 54,9 mil cabeças negociadas a um valor médio de US$1.208,56 por bovino. 

O Egito ocupou a segunda posição, respondendo por 21,0% dos embarques com 30,3 mil cabeças e preço médio de US$909,26. Completando o trio de principais compradores, o Iraque ocupou a terceira posição, com a compra de 22,7 mil cabeças (15,7% de participação) com o valor médio de US$1.034,02 por unidade. O restante dos embarques distribuiu-se entre o Líbano, com 7,7 mil cabeças (5,3%), a Argélia, com 3,8 mil cabeças (2,6%), e a Arábia Saudita, com 3,0 mil cabeças (2,1%).

Mesmo diante das tensões e guerras regionais, as importações foram mantidas. A necessidade de garantir a segurança alimentar e pela exigência religiosa do abate Halal local, foram os motivos da demanda, por abate e reposição no Oriente Médio e Norte da África.

 

Figura 4.
Países compradores de gado, em abril.


Fonte: Comex / Elaborado por Scot Consultoria.

 

Para 2026, a exportação deve permanecer firme. Porém, há pontos de atenção, como o custo do frete e as rotas podem ser alongadas devido ao conflito no Oriente Médio, considerando que os principais países compradores compõem a região.

 

Informações: Scot Consultoria