Chuvas elevam risco de doenças no algodão em Mato Grosso
Boletim semanal da Ampa aponta preocupação com doenças como a “mela”, que afetam a planta em estágios iniciais
O elevado volume de chuvas registrado em Mato Grosso entre os dias 25 e 30 de janeiro tem gerado preocupação entre os produtores de algodão, devido ao aumento do risco de doenças associadas ao excesso de umidade. O alerta consta no relatório de situação das lavouras divulgado pela Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).
Entre as principais doenças está a “mela” (Rhizoctonia solani), provocada por fungos que atacam a planta em sua fase inicial, causando lesões oleosas, necrose e, em casos mais severos, a morte das plântulas.
O mesmo patógeno também pode provocar o tombamento das plantas, conhecido como damping-off.
Em relação às pragas, o relatório destaca a presença de mosca-branca, tripes, pulgões e lagartas, o que exige intensificação do monitoramento e adoção de medidas preventivas. Ainda assim, o bicudo-do-algodoeiro segue como o principal motivo de alerta nesta safra, demandando manejo rigoroso desde o estabelecimento das lavouras.
As chuvas também provocaram atraso parcial no plantio do algodão. Apesar disso, a semeadura segue dentro do ritmo esperado, com avanço entre 50% e 80% das áreas, que apresentam, de modo geral, boa germinação, segundo a Ampa.
“Essa última semana de janeiro pode ser considerada favorável aos produtores de algodão, mas a Ampa recomenda a manutenção de estratégias integradas de controle para reduzir focos iniciais de infestação e preservar o potencial produtivo da cultura nesta safra”, destacou o presidente da Ampa, Orcival Guimarães.
Informações: Assessoria Ampa



