Contratação de crédito rural pelo agro empresarial cresce 10% e atinge R$ 404 bilhões
Industrialização registrou o maior crescimento proporcional: alta de 74% nas contratações (R$ 28,1 bilhões) e de 64% nas concessões (R$ 26,4 bilhões)

São Paulo, 13 – O volume de crédito contratado pela agricultura empresarial entre julho de 2025 e março de 2026 (safra 2025/26) cresceu 10% ante igual período do ciclo anterior, e somou R$ 404 bilhões. Em nota, o Ministério da Agricultura disse que os recursos efetivamente concedidos totalizaram R$ 387 bilhões, 5% mais em relação à safra anterior.
“O destaque é para a emissão de Cédulas de Produto Rural (CPR) por produtores em favor de instituições financeiras, que avançou 38% no período, chegando a R$ 183,1 bilhões. Como a CPR é majoritariamente voltada ao custeio da safra, ao somar esse instrumento ao crédito de custeio convencional, o volume de recursos disponibilizados para essa finalidade alcança R$ 303,1 bilhões, 13% acima do registrado na safra 2024/2025”, destaca a nota.
Ainda de acordo com o ministério, a industrialização registrou o maior crescimento proporcional: alta de 74% nas contratações (R$ 28,1 bilhões) e de 64% nas concessões (R$ 26,4 bilhões). Por outro lado, as linhas tradicionais de custeio e investimento apresentaram retração. O custeio caiu 11% nas contratações (R$ 120,0 bilhões) e 15% nas concessões (R$ 114,3 bilhões). O crédito de investimento recuou 16% nas contratações (R$ 45,5 bilhões) e 30% nas concessões (R$ 37,6 bilhões). A comercialização também registrou quedas de 10% nas contratações (R$ 27,2 bilhões) e de 16% nas concessões (R$ 25,5 bilhões). Para o Ministério, a retração no investimento reflete a cautela do setor diante das taxas de juros.
As fontes controladas de crédito rural totalizaram R$ 106,5 bilhões em concessões, queda de 7%. Entre as principais fontes, os Recursos Obrigatórios cresceram 19%, somando R$ 42,8 bilhões. A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) Controlada cresceu 3.564%, alcançando R$ 26,9 bilhões. A Poupança Rural Controlada somou R$ 7,5 bilhões em recursos concedidos e os Fundos Constitucionais somaram R$ 14,5 bilhões. “As fontes não controladas atingiram R$ 97,3 bilhões. A LCA, com R$ 47,8 bilhões, e a Poupança Rural Livre, com R$ 44,4 bilhões e crescimento de 39%, são os destaques. O BNDES Livre recuou 11%, somando R$ 4,4 bilhões.”
Plano Safra
Considerados os R$ 113,4 bilhões em recursos equalizáveis programados para o Plano Safra 2025/26, até março de 2026 foram concedidos R$ 43,4 bilhões, “representando 38% da execução, com saldo de 62% ainda a ser contratado”, disse a pasta.
Para o custeio, foram concedidos R$ 24,7 bilhões dos R$ 63,0 bilhões programados (39% executado). No investimento, R$ 18,4 bilhões foram concedidos dos R$ 49,5 bilhões previstos (37% executado). Na comercialização, R$ 307 milhões dos R$ 845 milhões programados foram aplicados (36% executado).
Ainda de acordo com o ministério, o Banco do Brasil lidera a execução, com R$ 7,1 bilhões em custeio (34% do programado) e R$ 7,0 bilhões em investimento (39%).
O Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil (Sicoob) executou 59% do seu volume de custeio programado (R$ 5,6 bilhões), e o Sistema Cresol concluiu 100% das metas previstas nessa modalidade. No segmento de investimento, o Sicoob executou 69% do programado. “Há ainda R$ 21,7 bilhões em crédito já contratado mas ainda não concedido, dos quais R$ 10,8 bilhões referem-se a financiamentos sem vínculo com programa específico, R$ 2,2 bilhões ao Pronamp, R$ 0,9 bilhão ao PCA, e R$ 0,6 bilhão cada para Funcafé e Moderfrota.”



