De MS, painelista leva experiências do Pantanal e Cerrado à COP30 em debate global sobre soluções agrícolas para o clima

Roscoe será um dos painelistas da sessão “Farmers’ Stories on the Ground”, que reunirá representantes de diversos países para trocar experiências sobre restauração de terras e produção sustentável conduzida por produtores rurais

11/11/2025 às 08:56 atualizado por Redação - SBA
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O Brasil será representado na COP30 por uma iniciativa que une ciência, campo e sustentabilidade. O diretor executivo do Instituto Taquari Vivo, Renato Roscoe, participa nesta terça-feira (11), às 18h30 (horário de Brasília), do painel “Restoring Land, Rebuilding Value: Farmer-Led Solutions for Climate, Soil, and Food Security”, evento organizado pela World Farmers’ Organisation (WFO) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e outras entidades internacionais.

Roscoe será um dos painelistas da sessão “Farmers’ Stories on the Ground”, que reunirá representantes de diversos países para trocar experiências sobre restauração de terras e produção sustentável conduzida por produtores rurais. A proposta é dar voz a quem vive o dia a dia do campo, conectando práticas locais a soluções globais para as mudanças climáticas.

A participação do Instituto Taquari Vivo na COP30 reforça o papel do Brasil como protagonista em uma agricultura de baixa emissão de carbono. Serão discutidos os projetos do Instituto no âmbito do Plano Estadual de Conservacao do Solo e Água (PROSOLO), que vem auxiliando os produtores a melhorarem suas propriedades e reduzir os processos erosivos. Os projetos, em parceria com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, focam na conservação do solo e água, além da recuperação da vegetação nativa em áreas de pecuária.  

“Também chamarei a atenção para outras experiências bem sucedidas no estado, principalmente o Programa Precoce MS e o papel dos produtores em se organizarem em iniciativas como a Associação Novilho Precoce e o programa de assistência técnica e gerencial do SENAR-MS” complementa Roscoe. “A combinação entre políticas públicas e ação coordenada de produtores rurais mostra que é possível conciliar produtividade, conservação ambiental e benefícios sociais. Aumenta-se a produtividade, ao mesmo tempo em que se reduzem as emissões e os impactos ambientais”.

O painel acontecerá na Zona Azul da COP30, espaço sob responsabilidade da Organização das Nações Unidas (ONU), reservado a debates oficiais entre governos, instituições e entidades globais. A presença do Instituto Taquari Vivo destaca a importância das experiências regionais brasileiras para a agenda climática internacional, com exemplos concretos de agropecuária produtiva e de baixo carbono em biomas estratégicos.

O Instituto Taquari Vivo reforça seu compromisso em promover o desenvolvimento sustentável do Pantanal e dos Cerrados, contribuindo para políticas públicas e soluções integradas de clima, solo, água e segurança alimentar. A entidade busca mostrar como a cooperação entre agricultores, ciência e políticas públicas pode ser decisiva no combate às mudanças climáticas.

Renato Roscoe é engenheiro agrônomo, mestre e doutor em Ciência do Solo pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Atualmente, é diretor executivo do Instituto Taquari Vivo, com mais de 20 anos de experiência em gestão ambiental, políticas agrícolas e sustentabilidade rural. Sua trajetória combina pesquisa científica e atuação prática no campo, liderando projetos de restauração de ecossistemas produtivos, governança territorial e integração de cadeias sustentáveis no Mato Grosso do Sul.