Deflação do IGP-M Acelera para 1,11% na 2ª Prévia de Julho com Alívio no Atacado
Queda nos preços ao produtor impulsiona recuo do "índice do aluguel"; custo da construção e inflação ao consumidor também perdem fôlego

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerou o ritmo de queda e registrou uma deflação de 1,11% na segunda prévia de julho. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (21) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado mostra um recuo bem mais pronunciado do que o observado na mesma leitura do mês anterior, quando o indicador havia apresentado queda de 0,42%.
A retração acumulada no mês foi impulsionada principalmente pelo comportamento dos preços no atacado, que continuam dando trégua e aliviando a pressão sobre a cadeia produtiva brasileira.
Preços ao produtor lideram a queda
O grande responsável por puxar o IGP-M para o terreno negativo foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) — indicador que mede a inflação no atacado e possui o maior peso na composição do índice geral (60%). O IPA-M aprofundou sua trajetória de deflação, passando de um recuo de 0,84% na medição anterior para uma forte queda de 1,72% na segunda prévia de julho.
Esse alívio no setor atacadista reflete a acomodação nos preços de importantes commodities agrícolas e matérias-primas industriais negociadas no mercado interno.
Construção civil e varejo também desaceleram
Além do atacado, os outros dois pilares que compõem o IGP-M também registraram desaceleração no ritmo de alta, contribuindo para o resultado geral:
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Custo da Construção (INCC-M): A variação dos preços de materiais e mão de obra no setor da construção civil perdeu força, passando de 0,91% para 0,66%.
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Preços ao Consumidor (IPC-M): A inflação percebida diretamente pelas famílias no varejo recuou de 0,40% para 0,12% na segunda leitura do mês.
A sequência de resultados negativos no IGP-M é um sinal positivo para o mercado imobiliário e para os inquilinos, uma vez que o indicador é a principal referência utilizada para o reajuste anual dos contratos de aluguel no país.
Fonte: Estadão



