Europa reage a acordo entre EUA e Irã, mas cautela ainda marca os mercados
Entendimento no Oriente Médio anima investidores, mas incertezas mantêm atenção sobre a economia global
As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta segunda-feira (15) com resultados mistos, refletindo a repercussão de um entendimento preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. A possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz trouxe alívio aos mercados, embora a fragilidade das negociações ainda gere preocupação entre investidores.
Entre os principais índices, o destaque positivo ficou para Madri, onde o Ibex 35 avançou 1,45%. Frankfurt também registrou forte alta, com o DAX subindo 1,09%. Já Londres e Lisboa terminaram o dia no campo negativo, com recuos de 0,39% e 0,52%, respectivamente.
O setor de energia esteve entre os mais afetados pela forte queda dos preços do petróleo. Ações de grandes petroleiras, como BP, TotalEnergies e Shell, registraram perdas expressivas durante a sessão.
Por outro lado, companhias aéreas foram beneficiadas pela redução das preocupações com os custos dos combustíveis. As ações da Lufthansa e da Air France-KLM avançaram mais de 3%.
Apesar do otimismo inicial, autoridades econômicas mantêm cautela. Integrantes do Banco Central Europeu avaliam que a normalização do setor energético pode levar meses, enquanto a inflação da zona do euro ainda deve permanecer pressionada no curto prazo. A avaliação é semelhante à da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, que vê riscos persistentes para a economia global.
Analistas do ING destacam que o acordo entre EUA e Irã reduz as chances de uma nova alta de juros pelo Banco da Inglaterra, que divulgará sua decisão monetária nesta semana. Além da autoridade britânica, bancos centrais da Suécia, Noruega e Suíça também anunciarão suas definições sobre taxas de juros nos próximos dias.
No mercado corporativo, a montadora francesa Renault chamou atenção ao avançar 3,71% após anunciar uma parceria com a Thales para desenvolver um protótipo de veículo tático destinado às Forças Armadas.
Fonte: Estadão



