Exportação de carne bovina desacelera em julho; soja acelera ritmo e cresce 9%
Recuo nas compras chinesas desacelera embarques da proteína animal, enquanto oleaginosa ultrapassa 7,5 milhões de toneladas no mês
Os números parciais da balança comercial brasileira mostram cenários distintos para os dois principais pilares das nossas exportações agropecuárias. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que, até a terceira semana deste mês, o Brasil embarcou aproximadamente 141 mil toneladas de carne bovina fresca, in natura ou refrigerada.
Com uma média diária em torno de 11 mil toneladas, o volume representa um recuo de 10% na comparação com o mesmo período do ano passado. Esse desaquecimento no ritmo das vendas externas é reflexo, em grande parte, da menor demanda vinda da China, o maior comprador da proteína brasileira.
Por outro lado, o mercado da soja segue em ritmo acelerado. No acumulado do mês, as exportações do grão já superaram a marca de 7,5 milhões de toneladas. A média diária de embarques registrou um avanço de 9% na comparação com julho anterior, confirmando a forte liquidez da oleaginosa no mercado internacional.
Para analisar o impacto desses números na rentabilidade do produtor e os rumos das exportações para os próximos meses, o analista de agronegócio João Pedro Cuthi Dias traz um comentário exclusivo. Assista à análise completa no vídeo abaixo:



