Famato reforça cuidados para prevenir a raiva e alerta para a importância da comunicação de suspeitas nos rebanhos

Medidas de prevenção e vigilância contribuem para identificação rápida e controle de eventuais ocorrências

02/10/2026 às 12:22 atualizado por Redação - SBA
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O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) reforça aos produtores rurais a importância da prevenção da raiva nos rebanhos e da comunicação ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) diante de sinais suspeitos da doença. A atenção dos produtores é fundamental para que eventuais ocorrências sejam identificadas e investigadas pelo Serviço Veterinário Oficial.

A raiva é uma doença viral grave e fatal que afeta o sistema nervoso central dos mamíferos. Nos animais de produção, a principal forma de transmissão ocorre pela mordida de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue). Entre os sinais que podem indicar a doença estão isolamento do rebanho, andar cambaleante, tropeços e batidas contra objetos, paralisia dos membros traseiros, dificuldade para levantar, urinar, defecar ou engolir, o animal permanece deitado de lado lateralmente com movimentos de pedalagem e, posteriormente, a morte.

“A prevenção é construída no dia a dia da propriedade, com vacinação, observação do rebanho e comunicação ao serviço veterinário quando houver alguma situação fora do normal. A Famato atua para reforçar essas orientações e aproximar o produtor das informações, contribuindo para uma atuação conjunta entre quem está no campo e os órgãos responsáveis pela defesa sanitária”, destaca o coordenador da Comissão de Pecuária da Famato, Amarildo Merotti.

Segundo o assessor técnico em Pecuária da Famato, Marcos Carvalho, alterações neurológicas devem ser observadas com atenção, pois não é recomendada a manipulação ou tentativa de tratamento do animal. Nesses casos, é melhor chamar o médico veterinário ou o Indea MT.

“Quanto mais cedo uma alteração é percebida e levada ao conhecimento do serviço veterinário, mais rapidamente é possível investigar a situação e adotar as medidas necessárias. O Indea possui laboratório próprio e parceria com a UFMT. Nos casos de alterações neurológicas com a morte dos animais, a coleta desse material proporciona o diagnóstico e a possibilidade de ação efetiva frente ao problema. Tudo isso sem custo para os produtores, reforça Marcos.

Em setembro, foram confirmados seis casos de raiva, sendo um em equino e cinco em bovinos, em propriedades rurais de Dom Aquino e Rondonópolis. De acordo com o Indea-MT, Mato Grosso registrou 25 focos em 2024, 26 em 2025 e 18 focos em 2026 até 27 de setembro. Os números reforçam a necessidade de manter a vigilância nas propriedades, o uso obrigatório de vacina antirrábica nas regiões de focos e avaliação da necessidade de captura de morcegos.

Além de animais com sinais de doença nervosa, o produtor deve comunicar ao Indea a ocorrência de mordidas de morcegos em bovinos e equinos e a existência de abrigos de morcegos na propriedade. Essas informações ajudam o Serviço Veterinário Oficial a avaliar o risco e definir as medidas de controle adequadas para cada situação.

A vacinação é uma das principais medidas de prevenção da raiva em herbívoros. Bovinos e equinos devem ser vacinados conforme a orientação sanitária. Nos animais que recebem a vacina pela primeira vez, é necessária uma segunda dose 30 dias após a primeira e, posteriormente, a vacinação deve ser mantida anualmente.

A prevenção também envolve cuidados no contato com animais suspeitos. O produtor deve evitar a manipulação de animais que apresentem sinais clínicos da doença e nunca colocar a mão na boca de um animal com suspeita de raiva. Também não é recomendado tentar capturar morcegos.

A raiva é uma zoonose e representa risco à saúde humana. Em caso de contato direto com um animal suspeito ou de ataque de morcego, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde e informar o Indea-MT sobre a ocorrência.

 

Informações: Famato