Feriado nos EUA reduz liquidez e pode favorecer instabilidade do dólar
No cenário internacional, pesa hoje, mais uma vez, a incerteza quanto aos desdobramentos da crise no Oriente Médio
O feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos - em 4 de julho, mas antecipado para esta sexta-feira, 3, - deve reduzir o volume de negócios no Brasil, o que em tese cria um ambiente de cotações mais sensíveis à volatilidade. Na quinta-feira, 2, por exemplo, a divisa americana registrou altas e baixas ao longo da sessão de negócios, para no final do dia fechar perto da estabilidade. Desde a virada do semestre, analistas vêm apontando já maior influência da corrida eleitoral no desempenho do câmbio, o que tende a se intensificar até outubro.
No cenário internacional, pesa hoje, mais uma vez, a incerteza quanto aos desdobramentos da crise no Oriente Médio. Embora o fluxo no Estreito de Ormuz esteja mais perto da normalidade, as informações desencontradas entre o Irã e o presidente americano, Donald Trump, ainda preocupam.
O petróleo, principal termômetro da crise, opera em leve baixa nos futuros de Londres e Nova York. O Dollar Index (DXY), que mede a variação do dólar ante uma cesta de moedas fortes, recuava 0,10% às 8h45.
"O feriado nos EUA também tende a reduzir os volumes e os movimentos dos ativos no Brasil. Cabe destacar, no entanto, que o momento permanece cauteloso para os ativos domésticos, em meio à entrada da cena eleitoral no radar e a lembrança da grave situação fiscal do país", disse Silvio Campos Neto, sócio e economista sênior da Tendências.
No Brasil, concentra as atenções na manhã desta sexta a divulgação dos dados da produção industrial de maio, que devem apontar para uma desaceleração da atividade. E no cenário político, as atenções seguem focadas nas movimentações para as eleições e no noticiário envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.



