Juros futuros recuam com mercado à espera de Galípolo e novos dados da inflação
Investidores mantêm postura cautelosa antes da divulgação do Relatório de Política Monetária e do IPCA-15, previstos para esta quinta-feira
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As taxas dos juros futuros de médio e longo prazo operaram em queda na manhã desta quarta-feira (24), refletindo o movimento de baixa observado nos preços do petróleo e nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries).
O mercado doméstico segue com liquidez reduzida e poucos catalisadores no curto prazo, já que investidores aguardam eventos importantes para a definição das expectativas econômicas. As atenções estão voltadas para a divulgação do Relatório de Política Monetária (RPM) do Banco Central e para os números do IPCA-15 de junho, ambos previstos para quinta-feira (25).
Além da publicação do relatório, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, concederá entrevista coletiva para comentar as perspectivas da economia e da política monetária, o que pode influenciar diretamente as projeções para os juros nos próximos meses.
No início da sessão, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) apresentavam comportamento misto. A taxa para janeiro de 2027 registrava leve alta, enquanto os vencimentos mais longos mostravam recuo, sinalizando uma percepção mais favorável para a trajetória futura dos juros.
O contrato para janeiro de 2029 operava em queda, assim como o DI para janeiro de 2031, acompanhando o movimento observado na curva de juros após as perdas registradas na sessão anterior.
Analistas avaliam que a combinação entre a desaceleração dos preços do petróleo, o comportamento dos mercados internacionais e as expectativas em torno da inflação brasileira continuará ditando o ritmo dos negócios nos próximos dias.
Com a proximidade da divulgação do IPCA-15, considerado uma importante prévia da inflação oficial, investidores evitam assumir posições mais agressivas, aguardando sinais mais claros sobre os próximos passos da política monetária e da trajetória da taxa Selic.
Fonte: Estadão



