Mercado do boi gordo temeroso em São Paulo

Cotação abriu estável, com negócios majoritariamente dentro das referências; tensões no Oriente Médio elevam a cautela da indústria e levam parte dos compradores a adotar postura de espera

04/03/2026 às 15:49 atualizado por Redação - SBA
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Nesta quarta-feira (4/3), a cotação do boi gordo abriu estável para todas as categorias analisadas pela Scot Consultoria. As indústrias que estavam com escalas mais confortáveis abriram o dia com oferta de compra abaixo das referências, mas com acordos pontuais. A grande maioria dos negócios ainda ocorria dentro das referências. 

Por outro lado, o recrudescimento do conflito no Oriente Médio acendeu um ponto de atenção no mercado, deixando os compradores mais temerosos em pagar mais pela arroba, já que a região, além de grande consumidora, também atua como um “entreposto” no comércio global de carne bovina e, com os portos fechados, o problema atenua-se. 

Em decorrência desse quadro geopolítico, parcela da indústria optou por sair das compras, adotando uma postura de espera prudencial até que se delineiem com maior clareza os desdobramentos do conflito e seus reflexos sobre a dinâmica do comércio internacional da carne bovina. As escalas de abate estão, em média, para seis dias. 

Goiás
A oferta de boi estava restrita, enquanto a de fêmeas estava mais confortável. Algumas indústrias exportadoras, por conta do conflito no Oriente Médio, reduziram suas compras e outras saíram das negociações. Nesse sentido, a cotação de todas as categorias não mudou. Na região de Goiânia, as escalas de abate estão, em média, para seis dias. Na região Sul, as escalas de abate estão, em média, para cinco dias. 

Espírito Santo
A procura por boiadas estava aquecida no estado, mas não o suficiente para alterar a cotação. As escalas estavam, em média, para seis dias. 

 

Informações: Scot Consultoria