Safra de milho do Brasil 2025/26 deve alcançar 140,3 milhões de toneladas

Hedgepoint Global Markets projeta leve queda na produção, com avanço de área e clima como fator determinante para o resultado

25/03/2026 às 16:16 atualizado por Karine Pegoraro - SBA
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São Paulo, 25 de março de 2026 – A safra brasileira de milho 2025/26 é projetada em 140,3 milhões de toneladas, segundo estimativa da Hedgepoint Global Markets, o que representa uma leve queda de 0,1% em relação à temporada anterior, quando a produção foi estimada em 140,5 milhões de toneladas.

O avanço da área plantada deve compensar parcialmente a redução esperada na produtividade. A área brasileira é projetada em 22,061 milhões de hectares, crescimento de 2,6% frente à safra 2024/25, enquanto a produtividade média das lavouras é estimada em 6.361 quilos por hectare, recuo de 2,6% na mesma base de comparação.

Apesar da expectativa inicial de produtividade mais baixa, o cenário ainda pode sofrer revisões ao longo do ciclo. “Embora inicialmente sejam esperadas produtividades médias inferiores para as lavouras brasileiras em relação às registradas na temporada 2024/25, um clima favorável nos próximos 3 a 4 meses pode levar a ajustes positivos nas estimativas, podendo resultar em uma nova safra recorde”, afirma Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado na Hedgepoint Global Markets.

 

O crescimento da área está diretamente ligado ao aumento do consumo doméstico, impulsionado pela expansão da produção de etanol de milho no país, com novas plantas industriais previstas para entrar em operação nos próximos anos. “Em relação à área, a tendência é de um novo crescimento amparado, principalmente, pelo aumento do consumo doméstico derivado do avanço da produção de etanol de milho no país, com novas plantas industriais entrando em operação em 2026 e 2027”, diz Roque.

Esse movimento também reflete o maior interesse dos produtores pelo cereal, diante da menor dependência das exportações para o equilíbrio entre oferta e demanda. Mesmo com atrasos registrados na colheita da soja, que impactaram o calendário da segunda safra, observa-se avanço das áreas de milho, especialmente na região central do país.

Em relação ao plantio da segunda safra, até o dia 20 de março, 91,3% da área de milho estava plantada no Brasil, em linha com a média histórica de 91,6% para o período, embora abaixo dos 95% registrados no mesmo momento do ano anterior.

 

No curto prazo, as previsões climáticas indicam redução das chuvas na maior parte da faixa central do país entre o fim de março e o início de abril, o que tende a favorecer o avanço e a conclusão do plantio.

Por outro lado, projeções posteriores apontam para chuvas abaixo da média ao longo do mês de abril na região central, o que pode trazer preocupações para o desenvolvimento inicial das lavouras. Para os meses de maio e junho, a tendência é de retorno das chuvas à normalidade, criando condições mais favoráveis para o desenvolvimento das culturas.

Diante desse cenário, as condições climáticas devem seguir como fator determinante para a consolidação das produtividades e para o tamanho final da produção brasileira de milho na temporada 2025/26.

Informações: Hedgepoint Global Markets