Tensões no Oriente Médio podem pressionar custo dos fertilizantes no Brasil
Alta do gás natural e do petróleo eleva risco de encarecimento da ureia e afeta planejamento da próxima safra
O Irã ocupa posição relevante na produção mundial de ureia, fertilizante essencial para culturas como milho e trigo. A fabricação de nitrogenados depende intensamente do gás natural, matéria-prima sensível às oscilações do cenário geopolítico. Quando petróleo e gás registram valorização, os custos industriais da ureia tendem a subir. Embora o Brasil não seja um grande importador direto do Irã, em função das sanções internacionais, o país depende fortemente de fertilizantes adquiridos no mercado externo. Dessa forma, qualquer restrição na oferta global ou aumento nos preços da energia pode refletir nas cotações internacionais dos insumos, elevando os custos de produção no campo brasileiro. O principal risco não está em uma falta imediata do produto, mas sim no encarecimento. Sobre esse assunto, Fabiano Reis conversou com analista de inteligência de mercado Tomás Pernías. Veja.



