Tombo das ações de tecnologia derruba bolsas da Ásia e acende alerta nos mercados
Venda em massa de papéis ligados à inteligência artificial provoca fortes perdas em bolsas asiáticas, com destaque para Coreia do Sul e Japão

As principais bolsas da Ásia encerraram o pregão desta terça-feira (23) em forte queda, refletindo o movimento de venda de ações de tecnologia que começou nos Estados Unidos e rapidamente se espalhou pelos mercados globais.
O destaque negativo ficou para a Coreia do Sul. O índice Kospi despencou quase 10% em Seul, registrando uma das maiores quedas do ano e levando à interrupção temporária das negociações. Entre as empresas mais afetadas estiveram as gigantes do setor de semicondutores Samsung Electronics e SK Hynix, que acumularam perdas superiores a 12%.
A pressão sobre o mercado teve origem em Wall Street, onde o índice Nasdaq recuou mais de 1% na sessão anterior. O movimento foi impulsionado pela forte desvalorização das ações de empresas ligadas à tecnologia e à inteligência artificial, após notícias envolvendo mudanças estratégicas no setor e dúvidas sobre o retorno dos elevados investimentos realizados por grandes companhias.
No Japão, o índice Nikkei caiu 3,55%, também impactado pelo desempenho negativo das fabricantes de chips. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,82%, enquanto a bolsa de Taiwan registrou queda de 1,34%.
Na China continental, os índices também fecharam em baixa. O Shanghai Composto perdeu 1,37%, e o Shenzhen Composto caiu 2,34%, acompanhando o clima de cautela que predominou entre os investidores.
Mesmo com sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã para um possível acordo que encerre os conflitos no Oriente Médio, o sentimento de aversão ao risco prevaleceu nos mercados asiáticos.
Na Oceania, a bolsa australiana também encerrou o dia no vermelho, com o índice S&P/ASX 200 registrando queda de 0,33%.
O desempenho desta terça-feira reforça a preocupação dos investidores com o setor de tecnologia, especialmente diante das incertezas sobre o futuro dos investimentos em inteligência artificial e seus impactos nos resultados das empresas.
Fonte: Estadão



