Vacinação contra brucelose tem início em todo o País para reforçar sanidade dos rebanhos
Campanha nacional mira bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses e busca ampliar o controle de uma das principais doenças que afetam a pecuária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deu início à campanha nacional de vacinação contra a brucelose em bezerras bovinas e bubalinas. A medida foi oficializada por meio de portaria da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicada no Diário Oficial da União (DOU), e integra as ações de prevenção e controle de uma das enfermidades de maior impacto para a pecuária brasileira.
A vacinação é obrigatória para fêmeas de bovinos e búfalos com idade entre três e oito meses e será realizada em duas etapas ao longo de 2026. No primeiro semestre, os produtores deverão comprovar a imunização dos animais junto ao Serviço Veterinário Estadual até o dia 10 de julho. Já a vacinação realizada no segundo semestre deverá ser informada até 10 de janeiro de 2027.
A campanha faz parte do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), criado em 2001 com o objetivo de reduzir a incidência dessas doenças nos rebanhos brasileiros, melhorar os índices de produtividade e fortalecer a competitividade da pecuária nacional nos mercados interno e externo.
A brucelose é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Brucella e afeta principalmente bovinos e bubalinos. Entre os principais prejuízos provocados pela enfermidade estão abortos, infertilidade, queda na produção de leite e perdas reprodutivas, fatores que impactam diretamente a rentabilidade das propriedades rurais.
Além dos danos econômicos, a doença também representa um risco à saúde pública, já que pode ser transmitida aos seres humanos por meio do contato com animais infectados ou pelo consumo de leite e derivados não pasteurizados.
De acordo com o Ministério da Agricultura, a vacinação é considerada uma das ferramentas mais eficazes para reduzir a circulação da doença nos rebanhos e garantir avanços no processo de erradicação da enfermidade em todo o território nacional.
A obrigatoriedade da campanha não se aplica aos estados classificados como de risco A para brucelose, categoria que reúne unidades federativas com os menores índices de prevalência da doença. Atualmente, Santa Catarina está entre os estados enquadrados nessa condição sanitária diferenciada.
Com a nova etapa da campanha, o governo busca ampliar a cobertura vacinal e fortalecer o status sanitário da pecuária brasileira, fator considerado estratégico para a abertura e manutenção de mercados internacionais cada vez mais exigentes em relação à sanidade animal.
Fonte: Estadão



