AgRural: clima preocupa em regiões de milho; colheita da soja atinge 82% da área

Lavouras do norte do Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo, onde as lavouras já começam a sentir maior pressão da umidade no limite, também são monitoradas

06/04/2026 às 14:13 atualizado por Equipe AE - Estadão
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São Paulo, 6 – Volume de chuva insuficiente e altas temperaturas ainda geram preocupação em áreas de milho safrinha do Paraná, segundo a AgRural. “A maior preocupação é no oeste do Estado, onde muitas lavouras já estão em fase reprodutiva e os produtores já calculam o tamanho das perdas nas áreas mais afetadas pela estiagem”, disse a consultoria em nota distribuída nesta segunda-feira, 6.

Lavouras do norte do Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo, onde as lavouras já começam a sentir maior pressão da umidade no limite, também são monitoradas.

“Nas demais áreas produtoras do Centro-Sul do Brasil, as chuvas têm sido mais frequentes e a safrinha 2026 se desenvolve bem. Para garantir boas produtividades, porém, o milho ainda precisa de precipitações regulares até maio”, diz a AgRural.

Quanto à colheita de soja, a consultoria estima que na quinta-feira (2) a oleaginosa havia sido retirada de 82% a área semeada no Brasil, avanço ante os 75% uma semana antes e dos 87% de um ano atrás.

Os trabalhos estão concentrados na região do Matopiba e no Rio Grande do Sul. “No Matopiba, o excesso de umidade dos grãos ainda causa problemas de qualidade em algumas áreas, além de tornar mais lentos os processos de colheita e recepção nos armazéns. No Rio Grande do Sul, chuvas esparsas registradas na semana passada foram bem-vindas em lavouras que ainda estão enchendo grãos.”