Associação propõe comitê latino-americano para harmonizar regras sobre minerais críticos
A Associação Brasileira de Municípios Mineradores (AMIG Brasil) propôs a criação de um comitê internacional entre países da América Latina para discutir a harmonização dos marcos regulatórios da mineração e formular uma política conjunta para minerais críticos. A proposta foi apresentada durante o 27º Congresso Mundial de Mineração (WMC 2026), realizado em Lima, no Peru, e recebeu apoio dos participantes do evento.
Segundo a entidade, a iniciativa busca coordenar ações entre países da região diante do aumento da demanda global por minerais estratégicos para a transição energética, como lítio, cobre e terras raras. O presidente da AMIG, Marco Antônio Lage, afirmou que o objetivo é estimular a agregação de valor à produção mineral, ampliar investimentos em beneficiamento e industrialização e fortalecer o desenvolvimento dos territórios mineradores.
"O Brasil é uma potência geológica, assim como o Peru, mas essa riqueza não se traduz em benefícios sociais proporcionais. Hoje, grande parte do beneficiamento ocorre fora do país. A China é um exemplo claro dessa capacidade. Para 17 dos 34 minerais classificados como críticos pela União Europeia, a China responde por pelo menos 70% da extração ou do refino global. Precisamos mudar essa lógica e agregar valor aos nossos produtos", disse.
Durante o evento, Lage defendeu a revisão de regras relacionadas à mineração, tributação, fiscalização e sustentabilidade, argumentando que países latino-americanos enfrentam desafios semelhantes para transformar suas riquezas minerais em benefícios econômicos e sociais. A proposta contou com apoio do ministro de Energia e Minas do Peru, Waldir Eloy, segundo a AMIG.



