Bolsas da Europa fecham sem direção única com impasse para resolução da guerra EUA-Irã
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,36%, a 10.269,43 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,07%, a 24.355,41 pontos
As bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta segunda-feira, 11, à medida que investidores ponderam o novo impasse entre os EUA e o Irã sobre o acordo para encerrar as hostilidades no Oriente Médio. O mercado europeu avalia os possíveis reflexos da situação geopolítica nas economias da região, bem como as trajetórias de juros a serem seguidas pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,36%, a 10.269,43 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,07%, a 24.355,41 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,69%, a 8.056,38 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,76%, a 49.664,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,19%, a 17.855,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 1,09%, a 9.165,76 pontos. As cotações são preliminares.
O presidente dos EUA, Donald Trump, considerou a resposta do Irã à proposta de Washington para encerrar o conflito como "totalmente inaceitável", prolongando o impasse na região. Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, sinalizou que o país persa não está "preocupado com a satisfação de outros", minimizando a aparente rejeição do mandatário americano.
A situação deu suporte aos preços do petróleo, o que levou a ganhos de petrolíferas. A BP, a Shell e a TotalEnergies fecharam em alta de cerca de 1%. Por outro lado, ações do setor de defesa europeu recuaram: a italiana Leonardo caiu 3,4%, a alemã Rheinmetall cedeu perto de 3% e a sueca Saab teve variação negativa de 2%.
O imbróglio geopolítico seguia no radar dos banqueiros centrais europeus: a dirigente do BoE Megan Greene defendeu que "vale a pena esperar para ver" como a guerra se desdobra e como se propagará pela economia do Reino Unido antes de decidir sobre um possível aumento das taxas de juros.
Já o presidente do BC da Áustria, Martin Kocher, ressaltou que o conflito coloca em risco a recuperação econômica de países europeus como a Alemanha e a própria Áustria.



