China abre investigações sobre práticas comerciais dos EUA antes de cúpula Trump-Xi em maio

27/03/2026 às 12:50 atualizado por Dow Jones Newswires - Estadão
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A China abriu duas investigações sobre práticas comerciais dos EUA, nesta sexta-feira, 27, mantendo a pressão sobre Washington antes da visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim em maio, quando se encontrará com o líder chinês, Xi Jinping. A medida reflete as novas investigações americanas que podem aumentar as tarifas sobre produtos chineses.

Uma das investigações chinesas tem como alvo práticas dos EUA que a China diz perturbar as cadeias de suprimentos globais, de acordo com o Ministério do Comércio chinês. Pequim citou restrições de Washington que afetam a importação de produtos chineses, a exportação de produtos de alta tecnologia americana para a China e certos investimentos entre os dois países.

A outra investigação foca em barreiras comerciais para produtos de energia renovável. As investigações têm um prazo de seis meses, com uma possível extensão de três meses, disse a pasta, que acrescentou que as medias são recíprocas em resposta às investigações dos EUA da Seção 301. O ministério reiterou que Pequim se opõe fortemente às ações dos EUA e que agirá para defender os direitos chineses com base nos resultados das investigações.

O diretor do centro de pesquisa Carnegie China, Damien Ma, avalia que, por enquanto, as medidas são mais simbólicas do que substantivas. "É sobre chegar à mesa de negociações", disse Ma. "Pequim decidiu há muito tempo que precisa ter reciprocidade em resposta às ações dos EUA", acrescentou.

Para o diretor da China na empresa de consultoria Eurasia Group, Dan Wang, ambos os lados estão construindo a máxima alavancagem antes da reunião entre os líderes das duas principais potencias econômiacs do mundo.

Os EUA e a China passaram grande parte do ano passado em uma guerra comercial de retaliação, na qual as tarifas sobre os produtos de cada um brevemente ultrapassaram 100%.

Os dois países chegaram a uma trégua comercial no outono passado (do hemisfério norte), depois que Trump e Xi se encontraram na Coreia do Sul. Apesar da situação, o comércio entre os dois países no ano passado caiu para o nível mais baixo em duas décadas e continuou a declinar até agora este ano. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado