Choque do Irã traz inflação ligeiramente mais alta e expansão um pouco menor, diz membro do BCE
O integrante do conselho do Banco Central Europeu (BCE) François Villeroy de Galhau apresentou nesta terça-feira, 24, o relatório da instituição da qual é presidente, o Banco da França, em 2025. Em declarações, disse que o "choque iraniano" significa tanto uma inflação "ligeiramente mais alta quanto um crescimento ligeiramente menor".
"Agiremos de forma pragmática, guiados por dados e previsões. Mas também precisamos dissipar um equívoco: nossa política monetária continua mais acomodatícia do que a do Federal Reserve (Fed), com taxas de juros significativamente mais baixas e uma carteira maior de títulos do governo", apontou Villeroy.
Após um prejuízo de 7,7 bilhões de euros no final de 2024, o lucro líquido da instituição atingiu 8,1 bilhões de euros no ano passado. "Com uma posição líquida de 283,4 bilhões de euros, temos uma solidez financeira capaz de resistir a qualquer crise", declarou, abstendo-se de fazer previsões para os próximos meses. "Apesar da incerteza geopolítica, devemos continuar a agir para enfrentar os desafios que a economia francesa enfrenta. O Banco da França contribuirá para isso, como um pilar de estabilidade e confiança", afirmou.
No caso da instituição, ele apontou que as "perdas relacionadas à atividade monetária, que foram elevadas em 2024, foram significativamente reduzidas devido a taxas de juros mais baixas e um balanço patrimonial menor. Também continuamos a elevar
nossas reservas de ouro aos padrões técnicos, o que levou a um ganho de capital excepcional em 2025".
"Nosso resultado financeiro geral é, portanto, claramente positivo. Além disso, nossa gestão rigorosa continua enquanto adaptamos os serviços que prestamos à economia e à sociedade francesa às necessidades em constante evolução da economia", disse ele.



