CNC rebate generalizações e condena qualquer forma de trabalho degradante
São Paulo, 24 - O Conselho Nacional do Café (CNC), entidade representativa do setor produtivo cafeeiro brasileiro e das cooperativas de café, divulgou Nota Técnica na qual reafirma que "qualquer forma de trabalho degradante, trabalho forçado ou condição análoga à escravidão é inaceitável e deve ser combatida pelas autoridades competentes. Violações dessa natureza constituem crime e não encontram qualquer respaldo no setor cafeeiro brasileiro", disse o CNC.
O conselho considerou necessário esclarecer que "não é tecnicamente correto transformar ocorrências pontuais, que devem ser apuradas e punidas, em uma caracterização generalizada de toda a cafeicultura nacional. O estudo utilizado como base para acusações recentemente divulgadas na imprensa ouviu apenas 24 trabalhadores vinculados a nove propriedades rurais, universo claramente insuficiente para representar a realidade de uma cadeia produtiva de dimensão continental".
Segundo o CNC, a cafeicultura brasileira envolve cerca de 300 mil propriedades rurais, está presente em 18 Estados e em aproximadamente 1.900 municípios, garantindo renda a centenas de milhares de produtores e gerando milhões de empregos ao longo da cadeia. "Generalizar conclusões a partir de um recorte tão limitado significa distorcer a realidade do setor e ignorar sua diversidade territorial, econômica e social", observou.



