Correção: Galípolo agradece apoio de instituições no caso Master e é aplaudido em evento do BTG

11/02/2026 às 11:28 atualizado por Cícero Cotrim e Marianna Gualter - Estadão
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A matéria publicada anteriormente citou incorretamente o nome da FIN, a Confederação Nacional das Instituições Financeiras, no quarto parágrafo. Segue o texto corrigido.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi aplaudido em um evento do BTG Pactual nesta quarta-feira, 11, depois de ter agradecido às instituições do mercado pelo apoio à autarquia em dois momentos do ano passado: a liquidação do Banco Master, cujas repercussões se estendem até agora, e os incidentes de segurança que atingiram instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

"Eu preciso agradecer a todo mundo que está nessa sala e às instituições que ficaram ao lado do BC", disse o banqueiro central no início da fala que levou a uma rodada de aplausos. "Eu não posso exagerar a importância do apoio que a gente tem recebido do mercado nesses dois casos, da opinião pública e do jornalismo profissional."

A autoridade monetária foi alvo de uma série de pressões após a liquidação do Banco Master, em 18 de novembro de 2025. O principal momento foi a abertura de um processo para investigar o caso pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, que chegou a aventar a possibilidade de adotar medidas cautelares contra a autarquia.

Durante esse processo, entidades representativas do mercado financeiro lançaram uma série de manifestações públicas em apoio ao BC. Em um dos casos, 11 dessas entidades, incluindo a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (FIN), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Zetta manifestaram ter "plena confiança" na autoridade monetária.

Galípolo reforçou ainda que o apoio das instituições foi relevante para que o BC pudesse dosar o aperto regulatório que seria feito após os incidentes de segurança que atingiram instituições do SFN no meio do ano passado. O mais famoso deles foi o desvio de mais de R$ 800 milhões da CM Software. Ele alertou que em todos os casos tem de haver um esforço regulatório contínuo.

"Queria dizer para vocês que não vai voltar a acontecer uma liquidação de banco ou que não pode voltar a acontecer um incidente, mas isso é meio doping e antidoping, polícia e ladrão: você fecha uma porta, ele vai tentar um outro caminho. O que a gente precisa é estar aprimorando e melhorando para que não voltem a ocorrer os mesmos erros", disse o banqueiro central.

Ele reiterou que o BC fez uma série de alterações nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para impor limites, e disse que esse processo de melhorias continua.