CropLife: exportação de insumos agrícolas atinge US$ 188 milhões no 1ºtri26
São Paulo, 23 - As exportações brasileiras de insumos agrícolas totalizaram US$ 188 milhões no primeiro trimestre de 2026, o que representa recorde e uma alta de 8,7% na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 23, pela CropLife Brasil, com base em levantamento do portal CropData.
Do total exportado no trimestre, os defensivos químicos somaram US$ 105 milhões. A empresa informa que o embarque do setor de bioinsumos alcançou US$ 21 milhões. O segmento de sementes registrou US$ 63 milhões, o melhor resultado para os três primeiros meses do ano da série histórica. O valor das vendas externas do segmento subiu de US$ 38 milhões em 2022 para os atuais US$ 63 milhões, representando 33,5% do total de insumos exportados.
Segundo a CropLife Brasil, o desempenho reflete a diversificação do portfólio exportador. Em 2026, o País abriu mercados para sementes de nabo (Uruguai), rícino (Congo e Quênia), sorgo (Bolívia) e melão (Estados Unidos), que somam 14% do total. Em 2022, 92% do valor era concentrado em forrageiras, milho e hortaliças.
As exportações de sementes de milho cresceram 60% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, de US$ 13,6 milhões para US$ 22,6 milhões. "O avanço foi determinado pelo aumento das vendas para o Equador, em US$ 29 milhões, e para a Venezuela, em US$ 4,6 milhões", disse a CropLife Brasil, em nota.
Dados da empresa indicam que as importações de produtos químicos totalizaram US$ 2,3 bilhões entre janeiro e março, uma retração de 11% sobre o primeiro trimestre de 2025. A queda foi observada em defensivos formulados (-US$ 132 milhões), composição técnica (-US$ 55 milhões) e matéria-prima importada (-US$ 81 milhões). O volume importado de defensivos químicos recuou 8%, saindo de 320 mil toneladas para 294 mil toneladas. Segundo a CropLiffe, a queda no valor mais acentuada que a do volume foi resultado da continuidade da retração nos preços unitários dos produtos formulados, em virtude da maior participação de genéricos nas compras externas.
No mercado doméstico, o faturamento com bioinsumos somou R$ 445 milhões em janeiro de 2026, alta de 39% ante o mesmo mês de 2025. O destaque foram os bioinseticidas, com R$ 204 milhões. A área tratada no período foi de 12 milhões de hectares, crescimento de 18%.
Até o fim do primeiro trimestre, o segmento de defensivos químicos registrou 186 produtos com registros ativos no Estado brasileiro, sendo 107 formulados e 79 técnicos. O setor de bioinsumos fechou o período com 19 produtos ativos.



