CTC inaugura em Piracicaba sua primeira UPS

17/04/2026 às 15:59 atualizado por Leandro Silveira - Estadão
Siga-nos no Google News
São Paulo, 17 - O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugurou na quinta-feira, 16, em Piracicaba (SP), sua primeira Unidade de Produção de Sementes (UPS), em um movimento que marca a transição da tecnologia de sementes sintéticas da fase de pesquisa para a escala industrial. A unidade tem 10 mil m2 e capacidade inicial para atender até 500 hectares por ano, com potencial de expansão conforme o avanço da tecnologia. Com investimento superior a R$ 100 milhões e apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a estrutura funciona como ponte entre o desenvolvimento científico e a operação no campo. "A UPS representa a virada entre o desenvolvimento científico e a aplicação em escala. É o momento em que pesquisa se transforma em capacidade operacional no campo, permitindo que o setor capture valor de forma mais rápida e consistente", afirmou o CEO do CTC, Cesar Barros, em nota. Desenvolvida desde 2013, a solução já consumiu cerca de R$ 1 bilhão em investimentos e envolve uma equipe de aproximadamente 150 especialistas. A proposta é substituir o modelo tradicional de plantio por colmos, base da cultura há mais de um século, por cápsulas com material biológico pré-germinado, com maior padronização, controle sanitário e eficiência operacional. Segundo o CTC, o processo produtivo combina ambiente laboratorial altamente controlado com automação industrial, permitindo produção contínua e padronizada do início ao fim. A UPS consolida a estratégia do CTC de integrar melhoramento genético, biotecnologia, ciência de dados e sementes sintéticas em um único sistema produtivo, com o objetivo de elevar a produtividade do setor. "Hoje marca o início de uma nova fase para o setor sucroenergético. A nossa Visão de dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros se materializa ainda mais com resultados concretos no campo, a partir de agora", afirmou Barros. Ainda em fase de validação, as sementes sintéticas devem ter adoção gradual nos próximos anos. Para o CTC, a nova unidade é peça central para viabilizar esse avanço e acelerar a chegada da tecnologia ao campo em escala.