Dólar sobe com incertezas do mercado sobre Lula 4 e aversão ao risco no exterior

Nos juros, as taxas curtas oscilam perto dos ajustes, após a taxa de desemprego ficar no piso das previsões e diante da expectativa de manutenção da Selic pelo Copom na próxima semana

30/10/2026 às 09:39 atualizado por Silvana Rocha - Estadão
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A negativa do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), sobre possível indicação ao Ministério da Fazenda no governo Lula 4 mantém a indefinição ministerial, reforça a cautela fiscal e dá sustentação ao dólar, que também avança ante divisas emergentes ligadas a commodities.

 

A disputa pela Ptax, porém, pode gerar pressão pontual de baixa. Nos juros, as taxas curtas oscilam perto dos ajustes, após a taxa de desemprego ficar no piso das previsões e diante da expectativa de manutenção da Selic pelo Copom na próxima semana. Os juros longos sobem com o dólar, apesar da queda dos rendimentos dos Treasuries, em meio à aversão ao risco em Nova York, a balanços decepcionantes e a dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial (IA).

 

No noticiário desta manhã, a taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre até setembro, no piso da série e em linha com a mediana das projeções. A renda média real alcançou R$ 3.790 e a massa de rendimentos cresceu 4,7% ante igual período de 2025.

 

No exterior, o petróleo segue em alta, com Brent a US$ 113. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã terminará em breve, "de um jeito ou de outro", e voltou a pressionar Teerã pela conclusão de um acordo sobre seu programa nuclear.

 

No Oriente Médio, a Arábia Saudita informou ter interceptado um drone houthi perto de Meca, mas o grupo negou ter mirado a cidade. No Estreito de Ormuz, um navio-tanque pegou fogo após explosivos serem instalados em seu casco. Outubro já é o mês com mais ataques à navegação na região desde março.

 

Às 9h20, o dólar à vista tinha máxima a R$ 5,4102, com alta de 0,42%.