Em audiência na Câmara, FecomercioSP alega que fim da escala 6x1 vai custar 1,5% do PIB
O economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP) Fábio Pina disse nesta terça-feira, 12, que o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a escala 6x1, levaria a um custo próximo de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para o País.
"Todos os anos esse custo vai se impor, vai impor à economia um custo de 1,5% do PIB", disse Pina, durante audiência pública para debater os impactos econômicos do fim da escala 6x1, convocada pela comissão especial da Câmara que debate Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema.
Nas contas do economista, a queda da jornada de trabalho de 44 para 40 horas levaria a um aumento próximo de R$ 160 bilhões na folha de pagamento das empresas, correspondente a uma elevação de custo sem aumento da produtividade. Isso, ele disse, equivale a uma alta de 10% para o chamado "custo-Brasil."
Com o aumento do custo do trabalho, as empresas incapazes de absorver essa alta devem demitir ou levar os empregados à informalidade, ele disse. Outras empresas vão repassar a alta do custo para os preços, o que deve levar a uma pressão inflacionária, disse Pina.
"Não me parece muito inteligente eu ganhar a mesma coisa trabalhando menos mas, quando vou para o supermercado, vou ter de pagar mais. Na prática, eu não estou ganhando a mesma coisa", disse o economista da FecomercioSP.
Durante a audiência, Pina ainda pediu que a comissão amplie o prazo para apresentação de emendas às PECs que tratam do fim da escala 6x1. "A gente está tendo alguma dificuldade, tá, deputado?", ele disse, falando com a mesa que dirigia a audiência pública.



