Em meio ao tarifaço dos EUA, Alckmin diz que exportações à Europa cresceram R$ 10 bi em 2 meses

20/07/2026 às 20:14 atualizado por Flávia Said - Estadão
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Dias após os Estados Unidos anunciarem uma nova tarifa de 25% a produtos brasileiros, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que, em apenas dois meses de vigência do acordo Mercosul-União Europeia (UE), as exportações brasileiras para os europeus cresceram R$ 10 bilhões, um aumento de 26% em comparação ao mesmo período de 2025.

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo entre os dois blocos comerciais entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, com a redução gradual de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE ao longo dos próximos anos.

"Quem aposta contra o Brasil sai no prejuízo!", escreveu Alckmin em publicação nas redes sociais. "Cresceram as vendas do agro, com produtos como manga, café, mel. E também cresceram as vendas da indústria, com mais exportação de máquinas e motores", exemplificou, em vídeo que acompanha a publicação.

"Essa é uma prova concreta de que, com o diálogo, crescem as oportunidades para aumentar o nosso comércio, beneficiando nossas empresas e nossos trabalhadores", completou, sem citar os EUA.

Alckmin ainda chamou os exportadores brasileiros a conferir oportunidades no mundo no site da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Uma das estratégias do governo brasileiro frente ao tarifaço americano é buscar novos mercados para destinar os produtos nacionais.

Em junho deste ano, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação sobre temas como desmatamento ilegal, pirataria e o sistema de pagamentos PIX. A confirmação da sobretaxa foi anunciada na última quarta-feira, 15, após audiências públicas promovidas pelo USTR. A investigação foi conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA retaliar práticas consideradas prejudiciais às empresas americanas.