FMI: choques na Alemanha afetaram crescimento econômico, mas PIB deverá ser de 1,1% em 2026
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que a economia da Alemanha foi atingida por choques significativos nos últimos anos, com efeitos adversos "exacerbados" pelo fraco crescimento da produtividade subjacente. A organização, contudo, manteve as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, em relatório divulgado nesta quinta-feira, 12, no âmbito da consulta do Artigo IV.
O FMI espera que o crescimento alemão seja de 1,1% em 2026 e acelere a 1,5% em 2027, números inalterados na comparação do relatório de janeiro.
Segundo o documento, a atividade econômica será sustentada pela demanda interna, já que é esperado que o saldo da balança corrente da Alemanha diminua gradualmente ao longo do tempo, mas permaneça positivo. No médio prazo, porém, o FMI alerta que a Alemanha ainda enfrenta uma perspectiva de crescimento "persistentemente desafiadora", apesar do aumento do investimento público, que deve impulsionar a capacidade produtiva da economia no médio e longo prazo.
"Os obstáculos incluem o rápido envelhecimento populacional, considerando que a população em idade ativa deve diminuir mais acentuadamente do que em qualquer outra economia do G7 nos próximos cinco anos", destaca.
No texto, a organização cita que o crescimento da produtividade também deve permanecer modesto, na ausência de novas reformas, tanto em nível nacional quanto da União Europeia (UE), para melhorar a eficiência econômica e fomentar a inovação.
O FMI espera que a "reforma histórica" da regra de freio da dívida, implementada pelas autoridades em 2025, contribua para uma recuperação econômica gradual. "O afrouxamento fiscal planejado para 2026-27 e os efeitos defasados do recente afrouxamento monetário devem impulsionar o crescimento nos próximos anos", acrescenta.



