Indicadores domésticos seguem apresentando moderação no crescimento da atividade, aponta BC

18/03/2026 às 19:13 atualizado por Cícero Cotrim e Marianna Gualter - Estadão
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central afirmou, nesta quarta-feira, 18, que os indicadores domésticos continuam mostrando desaceleração da atividade econômica doméstica, conforme esperado. No entanto, as expectativas de inflação permanecem desancoradas, enquanto o mercado de trabalho está pressionado.

"Os indicadores do final de 2025 mostraram desaceleração na atividade econômica, enquanto o cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, e pressões no mercado de trabalho", diz o comunicado do Copom, que cortou a taxa Selic de 15% para 14,75% nesta quarta.

O comitê reforçou que continua acompanhando os impactos de desenvolvimento da política fiscal sobre a política monetária e os ativos financeiros - e, com isso, "reforçando a postura de cautela em um cenário de maior incerteza". O ambiente externo, por sua vez, se tornou "mais incerto", por causa dos conflitos políticos no Oriente Médio.

"Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes seguiram apresentando algum arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação", acrescentou o Copom.