Lucro da ADM cai 20% no 4º trimestre ante um ano, para US$ 456 milhões

04/02/2026 às 10:00 atualizado por Leandro Silveira - Estadão
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São Paulo, 4 - A trading de commodities agrícolas Archer Daniels Midland (ADM), dos Estados Unidos, registrou lucro líquido de US$ 456 milhões no quarto trimestre de 2025, ou US$ 0,94 por ação, queda de 20% em relação ao igual período do ano anterior, quando lucrou US$ 567 milhões, ou US$ 1,17 por ação. Em termos ajustados, o lucro por ação foi de US$ 0,87, recuo de 24% na comparação anual. A receita somou US$ 18,556 bilhões no trimestre, queda de 13,7% frente aos US$ 21,498 bilhões apurados no quarto trimestre de 2024, refletindo principalmente margens mais fracas no esmagamento de oleaginosas, menor atividade de exportação de soja na América do Norte e impactos da indefinição da política de biocombustíveis nos Estados Unidos. No acumulado de 2025, a ADM reportou lucro líquido de US$ 1,078 bilhão, ou US$ 2,23 por ação, queda de 39% em relação a 2024. O lucro ajustado por ação ficou em US$ 3,43, retração de 28% na base anual. A receita anual totalizou US$ 80,269 bilhões, ante US$ 85,53 bilhões no ano anterior. O lucro operacional por segmento somou US$ 821 milhões no quarto trimestre, queda de 22% na comparação anual. A divisão de Serviços Agrícolas e Oleaginosas registrou lucro operacional de US$ 444 milhões no período, recuo de 31%, pressionado por menores margens de esmagamento e menor fluxo de exportações. Dentro do segmento, o negócio de esmagamento de oleaginosas teve queda de 69% no lucro operacional trimestral, para US$ 66 milhões, refletindo margens mais fracas tanto na América do Norte quanto na América do Sul. A divisão de Soluções de Carboidratos apresentou lucro operacional de US$ 299 milhões no quarto trimestre, queda de 6% na comparação anual. O desempenho foi afetado pela menor demanda global por amidos e adoçantes, parcialmente compensada por margens mais firmes no etanol. Já o segmento de Nutrição registrou lucro operacional de US$ 78 milhões no trimestre, retração de 11%, influenciado principalmente pela ausência de receitas extraordinárias com seguros observadas no ano anterior.