Mediana das projeções para o IPCA de 2026 cai de 5,22% para 5,19% no Focus do BC

Estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 subiu de 4,32% para 4,34%. Um mês antes, era de 4,31%

26/10/2026 às 09:11 atualizado por Mateus Maia - Estadão
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A mediana das projeções do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 caiu de 5,22% para 5,19% - 0,69 ponto porcentual acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. Considerando apenas as 107 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana passou de 5,19% para 5,20%. As respostas foram enviadas pelos economistas ao Banco Central até sexta-feira, 23, antes, portanto, do segundo turno da eleição presidencial.

 

A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 subiu de 4,32% para 4,34%. Um mês antes, era de 4,31%. Considerando apenas as 107 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, subiu de 4,32% para 4,47%.

 

A mediana do Focus para a inflação de 2028 ficou em 3,75%. Há um mês, era de 3,80%. Para 2029, ficou estável em 3,50%. Há um mês, era também de 3,50%.

 

O Banco Central projeta alta de 5,2% para o IPCA em 2026 e 3,9% em 2027. As estimativas constam no comunicado da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado projeta a inflação acumulada em 3,2% em 12 meses no 1º trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária.

 

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.