Mercadante rebate Flávio Bolsonaro sobre proposta de usar BNDES para internacionalizar empresas

14/08/2026 às 14:59 atualizado por Paula Martini - Estadão
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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, rebateu nesta sexta-feira, 14, o senador candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) por propor, em seu plano de governo, o apoio à internacionalização de pequenas e médias empresas por meio do BNDES.

Mercadante afirmou, por meio de nota, que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esvaziou e fragilizou o banco de fomento, especialmente na área de apoio às exportações, com redução drástica de recursos.

"A realidade é que, durante o governo do pai dele, o BNDES foi esvaziado e fragilizado, em especial a área de apoio às exportações de empresas brasileiras, que sofreu desmonte e teve os recursos destinados a viabilizar a venda de produtos brasileiros no exterior drasticamente reduzidos", disse por em nota divulgada pela assessoria de imprensa.

Na quinta-feira, 13, Flávio apresentou a ideia de apoiar a internacionalização das pequenas e médias empresas brasileiras via BNDES, através de linhas de crédito específicas e orientação técnica para expansão no exterior.

O presidente do BNDES afirmou que a instituição foi recuperada no atual governo e citou dados sobre queda de inadimplência e crescimento de ativos (de R$ 684 bilhões em 2022 para mais de R$ 1 trilhão em 2026).

O presidente do BNDES ainda acusou o governo Bolsonaro de atacar funcionários do banco e abrir processos contra seus colaboradores.

"O governo anterior nunca adotou qualquer medida nesse sentido. O que fez, isso sim, foi disseminar notícias falsas contra os funcionários do BNDES e permitir que eles fossem criminalizados. No nosso governo, todos os mais de 500 processos instaurados contra eles foram arquivados."

Disse também que sob a condução do presidente Lula, o Brasil abriu 552 novos mercados para produtos brasileiros, mais que o dobro do realizado no governo anterior, um crescimento de 131%.

Sobre as exportações, afirmou que o apoio do banco soma R$ 73,4 bilhões desde 2023, volume mais de quatro vezes superior ao total do governo Bolsonaro.