Ministro da Previdência anuncia redução de 400 mil na fila do INSS de fevereiro para março
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse nesta terça-feira, 28, que a fila de benefícios aguardando resposta do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu 400 mil pessoas de fevereiro para março deste ano, somando uma queda de 12,9%.
"Nós alcançamos números muito positivos de fevereiro para março, com cerca de 400 mil pessoas a menos e deveremos manter esse porcentual. Acho que o porcentual de fevereiro para março foi algo em torno de 12,9% de redução e acredito que manteremos esse patamar a partir também da análise de março para abril", afirmou ele na abertura do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS).
O INSS trocou de presidente nas últimas semanas para enfrentar a questão da fila de requerimentos de benefícios.
Ana Cristina Silveira assumiu o cargo e apresentou um plano chamado "Acelera INSS" para reduzir o estoque de pedidos aguardando resposta acima de 45 dias em três meses.
Requerimentos aguardando resposta
A nova presidente do INSS disse nesta terça-feira que a fila de requerimentos aguardando resposta do órgão saiu de 2,73 milhões em fevereiro para 2,53 milhões em março. Em sua primeira participação no CNPS, ela apresentou o programa "Acelera INSS" para redução da fila de espera.
Ela explicou que a missão prioritária dela à frente do órgão é reconquistar a confiança da população na Previdência.
Além disso, dividiu a fila atual em três partes:
- Requerimentos com menos de 45 dias: 1,099 milhão;
- Requerimentos com mais de 45 dias: 1,060 milhão;
- Requerimentos que exigem ação dos cidadãos: 458 mil.
A ideia do plano é reduzir, em 90 dias, de um milhão para 400 mil a fila de requerimentos aguardando acima de 45 dias que, para ela, é a verdadeira fila. "Reduzir esse estoque fora do prazo, que está de 1 milhão para 400 mil, vamos impactar diretamente no tempo médio de decisão, na idade média do estoque, do reconhecimento inicial de direitos e pós-perícia, e também na reincidência dos requerimentos", afirmou.
Segundo Ana Cristina, 40% dos benefícios que são negados voltam a ser requeridos e isso atrasa a concessão a quem de fato tem direito.
Além das medidas emergenciais de 90 dias, ela também afirmou que haverá reavaliações quinzenais ao fim do programa, haverá adoção de medidas mais estruturais para estabilizar a quantidade de requerimentos e de concessões.



