Ouro fecha em baixa com perspectivas para Fed mais rígido, mesmo com queda do petróleo
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,93%, a US$ 4.383,9 por onça-troy
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O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta segunda-feira, seguindo as perspectivas para continuidade no aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). A visão sobre o banco central dos EUA se sobrepôs à queda dos preços do petróleo nesta segunda, com a diminuição das preocupações sobre interrupções no fluxo de oleodutos sauditas, apesar dos ataques realizados pelos rebeldes houthis do Iêmen.
As expectativas crescentes de um ciclo global de alta das taxas de juros pressionam o ouro porque taxas mais elevadas tornam o metal menos atraente em comparação com ativos que rendem juros.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,93%, a US$ 4.383,9 por onça-troy.
A prata para dezembro caiu 1,09%, a US$ 66,41 por onça-troy.
"O ouro permanece dividido entre o suporte decorrente de tensões geopolíticas e de sua condição de ativo de refúgio, de um lado, e a política monetária restritiva dos EUA, de outro. As perspectivas para a inflação e o ritmo de novos aumentos de juros pelo Fed provavelmente continuarão sendo os principais fatores determinantes", afirma Soojin Kim, do MUFG.
O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou nesta segunda que a autoridade monetária precisa ter coragem para enfrentar a inflação e disse que só se sentiria confortável com uma redução dos juros caso haja evidências convincentes de que os preços estão voltando à meta de 2%.
"Se houver evidências convincentes de que a inflação está voltando para 2%, não tenho problema com as taxas voltarem a cair", afirmou o dirigente.
Segundo ele, o Fed "não tem neste momento um problema de emprego, mas tem um problema de inflação".
*Com informações Dow Jones Newswires.



