São Martinho tem lucro líquido de R$ 38,1 milhões no 1º tri da safra 2026/27
São Paulo, 11 - A São Martinho encerrou o primeiro trimestre da safra 2026/27, entre abril e junho, com lucro líquido de R$ 38,1 milhões, queda de 39,3% ante igual período da safra anterior, segundo o resultado financeiro divulgado pela companhia. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 582,3 milhões, recuo de 27,7%, com margem Ebitda ajustada de 38,1%, ante 43,3% um ano antes.
O Ebit (lucro antes de juros e impostos) ajustado atingiu R$ 121,8 milhões, queda de 63,2%. Segundo a companhia, o desempenho refletiu principalmente o menor volume de ATR comercializado e a redução dos preços médios de açúcar e etanol, parcialmente compensados pelo menor custo no período.
A receita líquida da São Martinho totalizou R$ 1,530 bilhão no primeiro trimestre, queda de 17,6% na comparação anual. O resultado refletiu os menores preços de comercialização de açúcar (-25,7%) e etanol (-4,2%), além da redução de 23,2% no volume vendido de etanol, parcialmente compensados pelo aumento de 14,5% no volume comercializado de açúcar.
A receita financeira da companhia aumentou 118,1%, para R$ 169,0 milhões, enquanto as despesas financeiras cresceram 28,4%, para R$ 259,8 milhões. Com isso, o resultado financeiro com efeito caixa foi negativo em R$ 90,7 milhões, melhora de 27,3% ante o primeiro trimestre da safra anterior. Considerando as rubricas sem efeito caixa, a despesa financeira foi de R$ 172,2 milhões, queda de 27,6%.
A dívida líquida da São Martinho somou R$ 5,2 bilhões em 30 de junho, alta de 5,0% ante março. Segundo a empresa, o aumento refletiu novas captações destinadas a capital de giro e investimentos recorrentes. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, passou de 1,41 vez em março para 1,59 vez em junho.
Moagem de cana
A São Martinho processou 8,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no primeiro trimestre da safra 2026/27, alta de 3,9% ante igual período da safra anterior. A produtividade agrícola cresceu 7,0%, para 86,6 toneladas por hectare, enquanto o ATR (Açúcar Total Recuperável) médio ficou praticamente estável, em 122,4 quilos por tonelada, alta de 0,4%. Segundo a companhia, o avanço da produtividade refletiu a normalização das condições climáticas durante a entressafra.
A produção de açúcar de cana caiu 10,6%, para 424,8 mil toneladas, enquanto a produção de etanol de cana aumentou 19,1%, para 354,6 mil metros cúbicos. Segundo a São Martinho, o desempenho refletiu um mix mais alcooleiro no período. Na operação de milho, foram processadas 139 mil toneladas, com produção de 59,1 milhões de litros de etanol e 35,6 mil toneladas de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis).
Apesar do avanço operacional, a receita líquida da São Martinho caiu 17,6% no primeiro trimestre, para R$ 1,530 bilhão, pressionada pelos menores preços de açúcar (-25,7%) e etanol (-4,2%), além da redução de 23,2% no volume vendido de etanol. O aumento de 14,5% no volume comercializado de açúcar compensou parcialmente o efeito sobre a receita.
A receita líquida com açúcar somou R$ 683,6 milhões, queda de 15,0%, enquanto a receita com etanol recuou 26,4%, para R$ 630,2 milhões. No açúcar, o menor preço médio foi parcialmente compensado pelo maior volume vendido. No etanol, a queda refletiu tanto o preço menor quanto a redução do volume comercializado, que, segundo a companhia, decorreu da comercialização, no primeiro trimestre da safra anterior, de volumes produzidos na safra 2024/25 e da estratégia de concentrar maior parte das vendas da safra 2026/27 no segundo semestre.
Na operação de milho, a companhia processou 139 mil toneladas no trimestre e produziu 59,1 milhões de litros de etanol e 35,6 mil toneladas de DDGS. A operação contribuiu com R$ 82,5 milhões de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e R$ 76,4 milhões de Ebit (lucro antes de juros e impostos). Segundo a São Martinho, o resultado refletiu os menores preços e volumes comercializados de etanol, parcialmente compensados pelo crescimento da receita com óleo de milho e pela redução dos custos da matéria-prima e da operação industrial.
Entre as demais operações, a receita líquida com energia elétrica cresceu 5,3%, para R$ 88,7 milhões, favorecida pelo aumento de 6,8% no preço médio, parcialmente compensado pela queda de 1,4% no volume comercializado. A receita com levedura aumentou 21,2%, para R$ 24,9 milhões, enquanto a receita com DDGS caiu 3,2%, para R$ 43,2 milhões.
No primeiro trimestre, a São Martinho comercializou 312 mil CBios (Créditos de Descarbonização), alta de 72,4% ante igual período da safra anterior. O preço médio bruto, porém, caiu 56,7%, para R$ 16,50 por Cbio.



