Sindiveg: área tratada no Brasil deve encerrar ciclo 2025 com alta de 6,1%
São Paulo, 11 - O mercado de defensivos agrícolas no Brasil deve encerrar o ciclo de 2025 com expansão da Área Potencial Tratada ou Área Tratada por Produto (PAT). O indicador deve crescer 6,1% em relação ao ano anterior e pode alcançar 2,6 bilhões de hectares tratados, conforme a terceira projeção de dados de pesquisa realizada pela Kynetec Brasil, a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg).
Em 2025, o setor apresentou dinâmicas distintas entre os semestres, segundo o Sindiveg. No primeiro, o desempenho teve impacto principalmente da seca no Sul do País e da retração de preços da safra anterior, fatores que afetaram o ritmo de aplicação de defensivos e o comportamento de algumas culturas.
Já no segundo semestre, o cenário passou a incorporar sinais positivos, impulsionados pelo crescimento de área cultivada, com destaque para soja e milho, e o início dos efeitos da safra 2025/26, que trouxeram mais dinamismo ao mercado, pois o plantio transcorreu dentro do período preferencial com andamento das aplicações iniciais também dentro do planejado. A maior pressão de pragas e doenças fúngicas, além do manejo de resistência de plantas daninhas, foram fatores-chave para os crescimentos apontados.
Do volume total de defensivos aplicados em 2025, 45% correspondeu a herbicidas, 23% a fungicidas, 23% a inseticidas, 1% a tratamentos de sementes e os 7% restantes a outros produtos, como adjuvantes e reguladores de crescimento.
No recorte por culturas, os principais destaques em relação à área tratada devem ser a soja (55%), seguida por milho (18%) e algodão (8%). Pastagem (5%), cana (4%), trigo (2%), feijão (2%), arroz (1%), hortifruti (1%), café (1%) e outras culturas (2%) completam o panorama.
Regionalmente, Mato Grosso e Rondônia lideram, concentrando 32% da área tratada no país. A região conhecida como Bamatopipa (Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará) responde por 18%, seguida por São Paulo e Minas Gerais (12%), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (11%), Paraná (9%), Goiás e Distrito Federal (8%), e Mato Grosso do Sul, também com 8%. As demais regiões somam os 2% restantes.
A metodologia utilizada na pesquisa considera a PAT, um indicador que leva em conta o número de aplicações e o número de produtos utilizados no tanque, informa o Sindiveg. Dessa forma, além da área cultivada, ela reflete a intensidade de uso das tecnologias nas lavouras, permitindo uma leitura mais precisa do cenário.
O fechamento oficial de 2025 ocorrerá em abril deste ano, com o encerramento na safra de soja.



