Arroba do boi gordo recua com avanço da cota chinesa e menor ritmo de compras dos frigoríficos

Mercado sente os efeitos da proximidade do limite de exportações para a China, principal destino da carne bovina brasileira

25/06/2026 às 08:18 atualizado por Junior Souza - SBA
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Os preços da arroba do boi gordo seguem pressionados em junho, mesmo diante de um cenário internacional marcado por oferta restrita de carne bovina e valores próximos das máximas históricas no mercado externo. A avaliação é do Cepea, que aponta a desaceleração das compras destinadas à China como principal fator de influência sobre as cotações.

Segundo dados das autoridades chinesas, o Brasil já havia utilizado cerca de 65% da cota anual de exportação de carne bovina ao país asiático até maio. A expectativa do mercado é de que o limite seja totalmente preenchido até julho, considerando que o transporte da proteína brasileira até a China pode levar cerca de dois meses.

Diante desse cenário, frigoríficos voltados para exportação têm adotado uma postura mais cautelosa e reduzido o ritmo de aquisição de animais para abate. A estratégia busca evitar excessos de embarques em um momento em que o cumprimento da cota se aproxima rapidamente.

Além disso, o Cepea destaca que os importadores chineses também estão mais seletivos nas negociações. O controle dos estoques internos no país asiático e a busca por maior equilíbrio entre oferta e demanda reduziram a intensidade das compras no mercado internacional.

O resultado é um mercado doméstico mais pressionado, com reflexos diretos sobre os preços pagos pela arroba, mesmo em um contexto global de menor disponibilidade de carne bovina.

A China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina e qualquer mudança no ritmo das compras do país costuma impactar diretamente o comportamento do mercado pecuário nacional.

Fonte: Cepea