Calor e irregularidade das chuvas elevam alerta nas lavouras
Umidade do solo varia entre regiões e exige atenção no milho e na soja
A presença de ar quente no Sul do Brasil deve aumentar a perda de umidade do solo, elevando o risco de estresse hídrico nas lavouras, especialmente onde já chove pouco. As previsões climáticas seguem divergentes, parte dos modelos indica chuvas abaixo da média no país, enquanto outros apontam volumes mais elevados em áreas do Centro-Oeste e do Matopiba. Mesmo assim, a umidade do solo ainda se mantém adequada em boa parte das regiões de milho segunda safra. Em Mato Grosso, o milho ainda não preocupa, apesar do desenvolvimento mais lento. Já em Mato Grosso do Sul, as lavouras iniciam o ciclo com avanço, mas a baixa umidade acende um sinal de alerta. Em Goiás, o plantio atrasado reflete o excesso de chuvas anteriores. No Paraná, a condição é mais crítica, com solo seco em níveis baixos, o que pode afetar o potencial produtivo se a estiagem continuar. Por outro lado, no Rio Grande do Sul, a melhora recente da umidade favorece o desenvolvimento da soja. Sobre esse assunto, Fabiano Reis conversou com o analista Felippe Reis. Veja.



