Canola mais que dobra área no RS e avança como alternativa de matéria-prima
Além de ser opção às culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola pode ampliar o aproveitamento da produção agrícola, destacou a Aprobio
São Paulo, 14/10/2026 – A canola ganha espaço nas lavouras do Rio Grande do Sul e vem se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel. A área cultivada com a oleaginosa no Estado em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% ante os 174.394 hectares registrados em 2025, segundo dados da Emater/RS-Ascar citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), em comunicado.
Além de ser opção às culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola pode ampliar o aproveitamento da produção agrícola, destacou a Aprobio. Na abertura nacional da colheita, realizada ontem (13) em Ijuí (RS), a entidade ressaltou que o óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é usado na alimentação animal.
O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que o avanço representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.
Para a Aprobio, o desafio é garantir que a expansão das lavouras seja acompanhada pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. “A previsibilidade é fundamental para o agronegócio. É importante consolidar a produção da matéria-prima, mas também já conectar isso às empresas cerealistas ou produtoras de biocombustível. Não vejo outro cenário para termos renda efetiva no campo”, afirmou Goergen.



