Carne suína perde espaço para bovinos e frango mesmo com demanda aquecida em junho

Estoques elevados da indústria impedem reação dos preços e reduzem a competitividade da proteína suína frente às principais concorrentes

25/06/2026 às 08:17 atualizado por Junior Souza - SBA
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A carne suína perdeu competitividade no mercado brasileiro ao longo de junho, mesmo diante de uma demanda considerada aquecida para o período. Levantamento do Cepea mostra que o preço médio da carcaça especial suína comercializada na Grande São Paulo registrou queda até o dia 23 deste mês, reflexo principalmente dos elevados estoques mantidos pela indústria.

Segundo os pesquisadores, o consumo de cortes suínos foi impulsionado pelas festas típicas de junho e pelas temperaturas mais baixas registradas em diversas regiões do País. Tradicionalmente, esse cenário favorece o aumento da procura por carnes utilizadas em pratos mais elaborados e refeições de inverno.

No entanto, a maior movimentação no consumo não foi suficiente para sustentar os preços. Com os frigoríficos operando com estoques elevados, a oferta disponível continuou pressionando o mercado e limitando qualquer avanço nas cotações.

Além disso, a carne suína passou a enfrentar uma concorrência mais forte das demais proteínas. Os preços da carcaça bovina e do frango resfriado recuaram de forma ainda mais intensa no período, tornando essas opções mais atrativas para consumidores e compradores do setor varejista.

De acordo com o Cepea, esse movimento interrompe uma sequência de oito meses consecutivos em que a carne suína vinha ganhando competitividade frente à bovina e de dois meses em relação ao frango.

O cenário reforça o desafio enfrentado pela cadeia suinícola, que busca equilibrar oferta e demanda em um momento de consumo aquecido, mas ainda insuficiente para absorver os estoques acumulados pela indústria.

Fonte: Cepea