Demanda internacional fortalece mercado e soja volta a superar R$ 140 por saca nos portos

Exportações recordes, valorização em Chicago e oferta mais restrita impulsionam os preços da oleaginosa no mercado brasileiro

13/07/2026 às 08:21 atualizado por Junior Souza - SBA
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O mercado brasileiro da soja iniciou a semana em alta, impulsionado pela forte demanda internacional, pela valorização dos contratos futuros e pela postura mais cautelosa dos produtores nas negociações. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse conjunto de fatores levou a saca de 60 quilos da oleaginosa a voltar a superar os R$ 140 nos principais portos brasileiros, patamar que não era registrado desde janeiro deste ano.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, além da demanda aquecida, contribuíram para a valorização as irregularidades climáticas observadas no Hemisfério Norte e a intensificação dos conflitos no Oriente Médio, fatores que aumentaram a volatilidade e reforçaram a busca por embarques imediatos.

Com isso, os compradores ampliaram o interesse pela soja disponível no mercado, enquanto muitos vendedores passaram a adotar uma postura mais cautelosa, aguardando novas oportunidades de valorização.

Outro reflexo desse cenário foi a antecipação das negociações dos prêmios de exportação para embarques programados para 2028, evidenciando a confiança do mercado na continuidade da demanda internacional pela soja brasileira.

Os números das exportações também reforçam esse momento positivo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil embarcou 14,49 milhões de toneladas de soja em junho, o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.

No acumulado do primeiro semestre, os embarques alcançaram 69,57 milhões de toneladas, crescimento de 35% em comparação com o mesmo período de 2025, estabelecendo um novo recorde para os seis primeiros meses do ano.

Segundo o Cepea, o comportamento do clima nos Estados Unidos, o ritmo da demanda internacional e o desempenho das exportações brasileiras continuarão sendo determinantes para a formação dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Cepea